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Editorial

Retirados para ajustes!

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Dizem que os grandes homens sabem exatamente a hora que devem prosseguir e o momento em que devem retroceder. Voltar atrás ou fazer a retirada estratégica pra muitos é sinal de fraqueza, mas para outros simplesmente aponta a maturidade e capacidade de sobrevivência.

Sempre que falamos em retroceder temos aliado a esse pensamento o fato de que a voltarmos em nossa opinião ou posição estamos sendo derrotados, ou assumindo essa derrota.

Na política de fato muitas vezes admitir a derrota e voltar atrás garante vitórias em um futuro próximo e ainda, o fato de saber qual a hora em que deve se retirar de certa situação é uma característica que aponta humildade e consciência do político.

Ter consciência na política é algo efetivamente difícil, afinal, poucas coisas tornam a sensação de poder tão evidente quanto estar à frente de um órgão público, de ser eleito e ter em suas mãos o poder de decisão sobre algo que vai mudar efetivamente a vida de milhares de pessoas.

Justamente por ter a consciência de que seus passos vão mudar a vida dos que te elegeram que as escolhas devem ser cada vez mais planejadas, pensadas e quando necessário, a retirada estratégica pode lhe dar sobrevida.

Temos como exemplo o projeto de um setor que faria a assessoria jurídica de populares pela Câmara. Quando a proposta foi apresentada e aprovada se vivia um momento político turbulento entre executivo e legislativo.

Esse momento causou (apesar de não ser assumido e ter outras justificativas consideradas) o veto da proposta por parte do executivo e ao ser colocado em pleito a derrubada do veto, talvez por erro, ou por ser a primeira derrota do grupo de oposição do executivo, o veto foi mantido.

A proposta só poderá ser feita novamente em 2019, e claro se por acaso o cenário político continuar. Mas o que queremos apontar é que se fosse nos dias de hoje, onde a linhas entre executivo e legislativo não são declaradamente de combate como em tempos passados, provavelmente a destinação da pauta teria sido outra.

Veja caros leitores, entendendo essa perspectiva três projetos foram retirados, da votação em plena reunião ordinária nesta semana, e se assim não fosse feito talvez os mesmos até fossem aprovados, porém poderiam causar problema futuros a população.

Em primeiro lugar vale de se ressaltar que quando se fala de educação e serviços oferecidos pelo governo como as vagas de Cmeis, todo cuidado é pouco, e se o objetivo é somente regular os desencontros e ajustar as vagas que podem ser preenchidas diante de uma demanda, uma emenda e inserção do conselho tutelar não é problema.

O problema é tomar uma decisão com o estomago, movido por uma crise financeira que parece não ter fim e que coloca a faca literalmente no pescoço do prefeito.

Aprovar a atuação de assessores fora da casa não é problema, o problema é que se obriga e se cobra que os médicos tenham pontos biométricos e no legislativo os assessores comissionados não tenham efetivamente responsabilidade e obrigação nenhuma.

E por fim aprovar a extensão de contrato com o SAMU é uma medida que será tomada, contudo, diga-se de passagem que aprovar uma subvenção enfiada em meio a pauta, sem valores, impactos financeiros e quaisquer diretrizes de gasto desse valor é algo irresponsável, afinal não se da uma cheque em branco assinado para um estranho.

Os vereadores entenderam que a retirada seria uma decisão adequada para que posteriormente a derrota ou aprovação não caracterizassem problemas mais relevantes e isso sim foi uma medida consciente e adequada dos nossos representantes.

Esperamos contudo que durante esses dois dias, afinal quinta-feira já é feriado, sexta-feira é ponto facultativo e a possibilidade de que as pautas sejam votadas e uma reunião ordinária próxima segunda-feira, não façam com que os projetos sejam estudados a toque de caixa, ou que simplesmente sejam aprovados debaixo dos panos, sem os holofotes da sociedade, sem que se faça valer os reais deveres de quem foi eleito para resguardar os direitos do povo.

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