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Editorial

A incoerência está no quintal de nossas casas!

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Em Nova Serrana na última semana vivenciamos episódios no mínimo interessantes se tratando de política. Para começar tivemos mais um acordo sendo selado entre Câmara e Prefeitura para direcionamento de recursos para a segurança municipal.

Dessa vez os beneficiados além da Delegacia de Polícia Civil, a PM e o presidio receberão benefícios de repasses vindos do legislativo de Nova Serrana.

Essas medidas, no entanto, quase passaram despercebidas porque o anúncio veio em meio a um turbilhão de informações e desinformações, onde vereadores acusavam os colegas de não entenderem dos projetos, sem falar que uma comissão foi criada sem finalidade alguma.

Sim caros leitores, tivemos o episódio da quebra dos vetos, processo legítimo claro, mas para falar a verdade ainda não entendemos o porquê que foi criado uma comissão para tratar, avaliar e dar um parecer que não tem nenhuma relevância para os edis.

Na reunião o parecer do relator foi colocado abaixo do jurídico da construção do projeto. Assim sendo qual a função do circo, já que sendo contrário a perspectiva dos edis, ele perderia o valor para o posicionamento dos juristas da Câmara.

É importante também perceber que até mesmo as perspectivas dos procuradores entram em choque, afinal executivo e legislativo, ambos com ótimos profissionais à frente, se chocam com entendimentos completamente distintos.

O resultado dessa briga jurídica deverá ser vista na justiça, e isso porque o presidente da casa prometeu a um vereador da base de Euzebio, que se o prefeito não cumprir com as leis em que os vetos foram derrubados o chefe do executivo terá que se justificar na justiça.

Sim caro leitor, o presidente disse em alto e bom tom que, ele como vereador, não pode obrigar o prefeito a cumprir as leis, mas ele pode e vai denunciar o prefeito ao Ministério Público, por não cumprir com o que manda a lei.

Ainda pegando o gancho na relação, o recado foi dado pelo vereador Jadir Chanel, quando propôs um projeto de lei que estabelece um teto salarial para os servidores da casa do legislativo.

Coincidência ou não, estabelecendo um teto salarial para os servidores, quatro ou cinco funcionários da Casa do Legislativo teriam seus honorários reduzidos, e dois deles são justamente os procuradores da Câmara.

Seguindo o raciocínio de nossa matéria de capa dessa edição, percebe-se que um dos servidores tem utilizado em sua amplitude a magnificência e a possibilidade de obter os benefícios oferecidos na casa.

Somente nos cinco primeiros meses de 2018, o procurador Alessandro recebeu mais de R$ 10 mil em todos os meses, chegando a recebimentos na casa de R$ 22 mil, e benefícios como mestrado na Europa custeados pela câmara.

Ainda se tem um fluxo exorbitante na casa de horas extras e outras “cositas” mais que são viabilizadas para os servidores.

É justamente desse ponto que temos a incoerência sendo praticada em essência, todos os vereadores se levantaram para que o teto salarial fosse estabelecido, para que seja limitado os ganhos de servidores que tem, pelos padrões populares (sem julgar o mérito de merecimento profissional), um super salário.

Contudo, todavia, no entanto, os vereadores não se atentaram a defesa do relator do veto e derrubaram o impedimento na pauta que viabiliza mais um benefício para os servidores, onde incluímos os marajás.

Dessa forma, finalizamos essa análise da última semana em forma de editorial, ou esse editorial em forma de lama revirada, entendendo que vivemos em um tempo onde a política de nossa cidade é repleta de discursos incoerentes e isso praticado também por quem almeja voos mais altos.

Pegando como o exemplo o Deputado Federal Jaime Martins, foi anunciado por ele mesmo que desistiria do pleito para Senador, devido as conjunções e questões políticas partidárias, e que não voltaria atrás dessa decisão.

Horas depois é veiculada uma notícia em um site de região, onde o deputado afirmava estar disposto a repensar a situação em uma aproximação com o PT, fazendo dobradinha com a presidente que foi retirada, inclusive com foto dele.

Temos que ser sinceros e maduros para entender o que tem acontecido em nossa cidade e em uma perspectiva mais ampla por ser um ano eleitoral, não podemos fechar nossos olhos e deixar de perceber que as incoerências estão por toda parte, principalmente no quintal de nossa casa.

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