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Vereadores cobram do executivo o cumprimento de emendas impositivas

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Restando poucos meses para o fim de 2018 vereadores cobram posicionamento do executivo quanto o cumprimento das emendas impositivas e afirmam “queremos apenas um sopro de boa vontade”

Faltando pouco mais de dois meses para o fim do ano de 2018, os vereadores de Nova Serrana cobram do executivo municipal a realização das emendas impositivas indicadas pelos edis e aprovadas na câmara municipal.

A cobrança se deu na última reunião ordinária da casa, realizada na terça-feira, 16 de outubro, quando o vereador Willian Barcelos (PTB) questionou o executivo quanto a um posicionamento e cumprimento das emendas da casa. “Aproveitando pedimos ao executivo que cumpra as emendas solicitadas como, por exemplo, a de viabilizar exames visuais para crianças. Essa medida é importante, pois as pessoas mais pobres não têm condições de arcar com consultas e compra de óculos”. Afirmou o vereador.

Em tom irônico o vereador afirmou que espera que as emendas sejam realizadas ainda enquanto ele estiver vivo. “Parafraseando o que sempre fala o vereador Wantuir, quando trata sobre a comunidade de Areais, eu acho que vou morrer sem ver as emendas impositivas serem cumpridas, estamos na metade de outubro e ainda nada foi feito, com qual moral vou botar as emendas de 2019 se nem as de 2018 não tivemos executadas. É lamentável, temos que levantar a voz, o ano está acabando, onde estão as nossas prioridades”. Disse Barcelos.

 Culpa da Dívida

Os lideres do Governo na Câmara assumiram a defesa do executivo e direcionaram seus discursos para a situação financeira na qual a cidade hoje presencia. “Estou trazendo a realidade que é cruel, já passou de R$ 24 milhões a divida, os credores estão recebendo em dia, a folha esta em dia, nossas emendas seria fichinha diante desse rombo. Teríamos que fazer um manifesto cobrando isso ao estado. A prefeitura não tem dinheiro o prefeito vai fazer o que, roubar”. Disse Jadir Chanel (MDB).

Em seguida o vereador Pr. Giovane Máximo (MDB) aponto que o momento é delicado e que as reais prioridades devem ser vistas. “Nunca houve um atraso no repasse tão grande, não recebemos parte do repasse do IPVA, estamos juntando as forças, reivindicando os repasses. O momento é delicado as emendas são legais, mas não adianta ser legal se não tem dinheiro no bolso. Temos que ver realmente essas prioridades, enquanto pudermos trabalhar e unir as forças”. Ponderou Pr. Giovane.

Após os posicionamentos o vereador Willian Barcelos disparou que a crise vinha sendo anunciada desde 2017 e que para as prioridades do prefeito como compromissos firmados em campanha o executivo encontra uma forma de levantar os recursos. “Esses números estamos cobrando desde o ano passado, essa dívida vem rolando, faltou mais atitude de cobrar e expor o Estado. Nós falamos mês a mês que a máquina iria quebrar, imagina se não tivéssemos derrubado o apostilamento, as reduções que fizemos, estaríamos pedindo esmola. Queremos um sopro de boa vontade do executivo, isso porque na hora de vender imóvel para fazer seus projetos, suas prioridades ele vende, porque não faz isso para as emendas impositivas. Porque não vende imóvel para atender as emendas impositivas”? Questionou Barcelos.

 Posicionamento do executivo

Conforme apurado na próxima terça-feira, dia 23 de outubro, será realizada no gabinete do executivo de Nova Serrana uma reunião com os vereadores para tratar sobre as emenda impositivas.

Após ser questionado por esse Popular, o executivo encaminhou esclarecimentos sobre a questão no qual foi afirmado que “várias emendas, a exemplo de uma aquisição de medicamentos no valor de R$43 mil; aquisição de equipamento para UPA no valor de R$33 mil; aquisição de serviços médicos especializados como ortopedia e otorrinolaringologia no valor de R$102 mil, entre outras já foram realizadas pelo executivo”.

A prefeitura ainda informou que “as emendas que tiverem viabilidade técnica e financeira serão cumpridas” tendo em vista que “serão priorizadas as emendas que tiverem maior viabilidade técnica e financeira”.

Segundo informado “a prefeitura não vislumbra possibilidade de não cumprimento das emendas”.

Contudo a prefeitura ainda pontuou que conta com “120 dias de prazo para enviar ao legislativo a justificativa de eventuais impedimentos e o Poder Legislativo, 30 dias para remanejamento da ação. Justificamos os vários impedimentos e apenas um vereador remanejou a Emenda. Somado a isso, temos a grave crise financeira enfrentada pelo município”.

Segundo informado Valor total das emendas é de R$ 2.032.790,70, porém “várias ações previstas nas Emendas indicadas representam despesas com valores superiores ao previsto no orçamento. Ajustamos com os vereadores para que indiquem os valores do próximo orçamento para complementar as atuais indicações”.

Por fim a prefeitura ainda afirmou que não existe a possibilidade de que uma área ou imóvel seja comercializado para o cumprimento das emendas impositivas isso porque “a receita oriunda de vendas de terrenos públicos tem algumas restrições quanto à sua utilização”. Finalizou o executivo.

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