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Editorial

Utilizamos apenas as brechas que a lei nos oferece!

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Em meio a crise o brasileiro encontra formas de fazer sua vida seguir em frente e com tanta criatividade e força de vontade a adversidade se torna para muitos a oportunidade de construir um futuro diferente.

Somos considerados o terceiro povo mais empreendedor do mundo e sem dúvida nenhuma o mais empreendedor da América, porém aliado a essa capacidade de inventar e se reinventar vem também os inconvenientes.

Constantemente se vê na internet a brincadeira que gira em torno da afirmativa “o brasileiro ainda vai dominar o mundo”, de fato a nossa capacidade de invenção, ou melhor reinvenção está relacionada também as falhas de caráter social que são amplamente disseminadas até mesmo como fatores positivos.

Por aqui ser errado em muitas, mas muitas situações é considerado o certo. Empresários pagam caros por profissionais que encontram forma de burlar o sistema, sonegar impostos, transgredir as leis.

Por aqui se comemora o fato de que um candidato a presidência pretende tirar o nome do brasileiro do cadastro de inadimplência, e se afirmar que se a empresa não sonegar ela não permanece no mercado.

Os municípios passam dificuldade porque os empresários preferem deixar de pagar seus impostos em tempo hábil porque ou não serão protestados ou terão benefícios de refinanciamento e claro o trabalhador faz seus acordos para sacar o seguro desemprego, o fundo de garantia e permanecer recebendo o salário da empresa, sem que contribua com o INSS.

Por aqui se usa benefícios e não basta colher os frutos de trabalhos tributários para redução da informalidade como o MEI, se tem que fraudar o sistema, abrir empresas, emitir notas em nomes de terceiros, sem falar do registro de empresas em nomes de pessoas que nem sequer sabem o que significa micro empreendedor individual.

Os mecanismos de amparo e combate as fraudes são intensos, mas não acompanham a velocidade e desejo do brasileiro de se fraudar o sistema e tirar vantagens de todas as situações possíveis.

Pela internet se fala que Bill Gates afirmou certa vez que o último Windows lançado era a prova de crakers mas não de brasileiros, e se a premissa for verdadeira somente consolida os rumores de que buscamos fraudar, falsificar e tirar vantagem de absolutamente tudo.

Somos tão acostumados as fraudes que já afirmamos que o futuro presidente será decidido não pelo voto, mas pela vontade do governo que controla e decide quem vence as eleições.

Desde pequenos somos treinados a tirar vantagem, votamos não pelo interesse social, mas pelo favor que iremos cobrar quando o nosso político de estimação for eleito.

Diante de tudo isso, temos ainda a coragem de cobrar um país mais ético, temos a coragem de falar que os políticos tem que ser honestos, temos a coragem de afirmar que a sociedade está caminhando a passos longos para a decadência.

Esquecemos, porém que somos os agentes que tornam esse sistema possível. Nós alimentamos a impunidade quando nos omitimos aos nossos próprios crimes justificando que os mesmo não tiram a vida ou não prejudicam diretamente a vida de ninguém.

Somos tão habituados a fraude que se fosse nos dias de hoje a passagem cristã onde Jesus fala aos inquisidores de Maria Madalena “aquele que não tiver pecado que atire a primeira pedra”, com certeza proporcionaria com que aqui no Brasil Madalena recebesse muitas e boas pedradas.

E se por acaso após darmos os nossos golpes na mulher adultera, Jesus viesse tirar satisfação, falaríamos para ele que enquanto não formos transitados e julgados somos todos inocentes, e ainda justificaríamos, apenas seguimos a lei e utilizamos da brechas que ela nos oferece.

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