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Editorial

Transparente e insípido

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A Bíblia diz que “não há nada oculto que não será revelado”, para quem segue o livro da vida, essa afirmativa funciona como uma promessa onde as coisas que são mais repulsivas e consequentemente ficam escondidas no lugar mais sombrio de cada pessoa um dia virá a tona.

A traição será descoberta, os crimes serão expostos, a corrupção virá à tona, e em Nova Serrana a Cal será descoberta.

Quando se trata de encerrar um assunto se fala que uma pá de Cal será lançada sobre o morto, isso porque o produto que é altamente corrosivo irá consumir as provas, irá acabar com os vestígios e de forma química e exata o que assolava será deixado para trás.

Parece no entanto que os funcionários da Copasa tem levado a ideia mais a fundo e porque não jogar uma pá, ou melhor, quilos de Cal na água “tratada” que é entregue as milhares de pessoas que consomem o produto diariamente.

Pelo visto muitas coisas ocultas estão prestes a serem reveladas pela CPI da Copasa, muitas coisas que não tem sequer explicação, como o fato do executivo em 2007 assinar um convênio de 30 anos e não fazer sequer um processo de fiscalização quanto a qualidade do que tem sido investido.

Os motivos que levam uma gestão a escancarar e deixar a Deus dará, abaixando multas severas aplicadas, e nem ao menos, protestando na divida ativa uma multa que é vista como irrisória, porém é lançada ao limbo pela empresa que tem sugado a contribuição dos mais de 100 mil moradores o município.

Ninguém tem informação do quanto a empresa fatura por aqui, ninguém tem informação efetiva se os serviços são realmente prestados por aqui, contudo uma coisa nós sabemos, tem muita gente lucrando com péssimo serviço prestado pela empresa, só não sabemos a qual preço esse lucro foi conquistado.

Quando se fala de algo oculto, temos por exemplo o fato de que a empresa administrada pelo estado afirma captar uma quantidade de esgoto que seus próprios laudos consideram incapaz de ser tratado.

E quando crimes são encontrados, afinal, parte desse esgoto é lançado no meio ambiente sem tratamento, a polícia do meio ambiente sequer atende o telefone. Aparece 24 horas depois, tenta aplicar uma multa pífia e pelo que se percebe uma pressão maior, vindo do obscuro além das Minas Gerais, pressiona de forma claro oculta, para que a conduta dos mesmos seja tão conivente quanto as gestões municipais tem sido com a empresa.

Não adianta TV, rádio e até jornal querer fazer pressão, quando de cima o recado é dado e muito pouco efetivamente é feito.

Enquanto todo esse bululu é feito, a empresa segue mandando água com cal, talvez na esperança de encerrar o assunto dizimando uma população por inteira.

Maldade a parte é comprovado e inclusive afirmado no próprio site da Copasa que a cal é um produto normalmente utilizado para que o tratamento e água seja feito, e ainda, é ponderado que em quantidades cuidadosamente equilibradas e fiscalizadas o produto não causa mal a saúde.

No entanto a dificuldade é de entender o porque que tanta mentira e confusão é feita pode de trás de algo que seria tão simples de se explicar. Porque que as notas fiscais não podem ser entregues, porque que esse laudo comprobatório não está de fácil acesso, porque que tudo se torna algo tão obscuro quando a transparência deveria ser o principal atrativo da empresa que é de capital aberto e seu lucro está baseado na sua transparência e consequentemente valorização no mercado.

Gostaríamos de entender ainda o porque que durante 10 anos pelo menos, a prefeitura, os políticos os gestores foram omissos quanto a fiscalização dessa empresa na cidade. E se a proposta do atual prefeito é ter um novo tempo, onde a transparência é pregada, porque que essa fiscalização efetivamente não é feita e divulgada.

Infelizmente parece que por detrás de tudo em que a Copasa está envolvida na cidade, e pelo que se ouve falar por outros cantos de Minas, é tão limpo quanto o esgoto que é colhido pela empresa.

Contudo o esgoto teoricamente é tratado e o cal torna a água novamente salubre. Assim sendo esperamos que a CPI exerça esse papel. Assim sendo que se revele toda a podridão, e que uma pá de cal seja lançada sobre o assunto, mas na dosagem certa afinal, aprendemos na escola que para ser limpo tem que ser incolor e insípido, critérios que aparentemente estão longe de serem atingidos em nossa cidade.

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