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Editorial

Que não seja como em tempos pretéritos!

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Todas às vezes que se fala em mudanças e melhorias quanto a política, se afirma que àqueles que têm boas intenções não conseguem obter resultados relevantes, pois o sistema político não depende exclusivamente dele.

Quando olhamos para a política de forma mais crítica percebemos que realmente, a simples intenção de um indivíduo não é capaz de mudar absolutamente nada, principalmente se não houver uma articulação, popular ou política, para que os ideais sejam então transformados em conquistas.

Quando falamos da política de Nova Serrana, nós observamos que a cidade passou nos dois últimos anos por um momento realmente diferente, afinal a cidade passou por uma eleição e um representante sem experiência ou história política junto ao executivo foi eleito.

Na mesa o prefeito prometeu uma gestão nova, dinâmica, transparente, diferente e algumas propostas apresentadas enchiam os olhos da população. Mas a questão é: sozinho o prefeito não consegue mudar o jogo, e para que isso aconteça ele precisa de uma equipe capacitada.

Mas não é só isso, o prefeito precisa principalmente de ter a maioria da Câmara, e isso pode custar caro para as propostas de Euzébio.

Queremos deixar claro aqui que não estamos afirmando que as intenções do prefeito são as corretas ou ideais. Na verdade estamos apenas pontuando que apesar de ter uma porção de boas ideias (não se sabe se para o executivo ou para a cidade toda), o prefeito terá nas mãos dos vereadores uma dor de cabeça significativa, principalmente pela polêmica que irá se instaurar quanto aos próximos projetos a serem votados.

Nessa edição abordamos os projetos de Lei 033/2018, 034/2018 e 058/2018. Essas três pautas vão dar o que falar na câmara. Afinal os projetos já estão nas mãos dos vereadores e se não bastasse o fato do executivo ter a intenção de extinguir mais de 700 cargos ele ainda pretende contratar funcionários por meio de empresa terceirizada.

Sim a prática é comum, mas o que levou a essa decisão? A terceirização é para maquiar o inchaço da administração que já gasta cerca de 52,5% de sua arrecadação, ou seja, quase o limite determinado pelo Tribunal de Contas da União, para gastos com folha de pagamento, se aproximando de crimes administrativos.

Ou será que é para facilitar a contratação de quem quiser para locar onde quiser dentro da gestão?

Alguns vereadores da base apontam que o executivo pretende com a terceirização possibilitar que funcionários velhos de casa, que não conseguem passar em concurso permaneçam com seus empregos garantidos, mas será que realmente essa justificativa é cabível?

Deixando os méritos à parte, as pautas foram muito bem explicadas em nossa matéria de capa, contudo, agora basta saber se o executivo terá condição de obter esse primeiro passo das mudanças e medidas de redução junto ao funcionalismo aprovadas.

O embate será interessante, afinal há 15 dias os cinco vereadores da base de Euzebio tem atormentado a vida da presidência e seu grupo quanto a aprovação de suas pautas, e pelo que tudo indica, estes vereadores vão vender caro a aprovação dessa e de outras pautas.

O fato é que mais do que nunca os planos do executivo estão nas mãos de sua oposição. E quando falamos assim a visão ainda fica simplista quando se ouve pelos corredores da prefeitura que dos sete de oposição, apenas três ou quatro são fidedignos ao propósito e que os demais não são tão fieis a oposição e vão ceder aos desejos do executivo.

Em meio a toda essa bronca, o que O Popular deseja é que os vereadores tenham antes de qualquer coisa discernimento para aprovar as pautas. Esperamos que cargos e vagas dessa terceirização não sejam trocadas por votos como já ouvimos relatos em tempos pretéritos, e que acima de politicagem esteja o desejo de se fazer efetivamente o melhor por Nova Serrana.

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