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Editorial

Quando a vida imita a arte!

Israel Silveira

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O cinema sempre teve um fascínio pelo fim da humanidade. Parece que o assunto sempre despertou o interesse popular, então a fábrica de sonhos investiu recursos, e criou filmes que levaram milhares pessoas às salas de cinema.


Entre clássicos e bem sucedidos filmes que colocavam a população em quarentena, a beira de seu fim, as doenças por muitas e muitas vezes eram o centro desse mal. Assim tínhamos na tela filmes como Contágio, vírus, Guerra Mundial Z e Epidemia, retratam um vírus e uma doença assolando a humanidade.

Esse filmes citados inclusive são para você leitor, ótimas obras para serem assistidas já que estamos vivendo um quadro semelhante, e por mais uma vez a vida imitou a arte, quando a humanidade é assombrada por um vírus, que tem dizimado milhares de vidas pelo mundo afora.

Nós imitamos a ficção e do nada nos vemos simplesmente aterrorizados com o fato de que uma doença que nasceu sabe-se lá onde, e chegou a humanidade, sabe-se lá porque, tem causado terror em todo o mundo, com exceção do Brasil.

Sim no país do carnaval as pessoas não tem medo da morte, afinal de contas para nós tudo é dinheiro, tudo é história, tudo tem uma teoria de conspiração. Há quem diga por aqui que o coronavírus é uma estratégia comercial, afinal a economia mundial não vinha lá essas coisas.

Há quem acredite que as fábricas por exemplo forçaram essa barra porque elas não iniciaram o ano de 2020 vendendo como deveria. Tem quem pense que o objetivo é político, tem quem ache que tudo não passa de fake news.

Se olharmos para os filmes vamos perceber que o resultado de toda essa pandemia, são mortes e mais mortes. Se olharmos para os dados que são divulgados, vamos perceber que a doença tem afligido países desenvolvidos, como Itália, Espanha, França e Estados Unidos; ele não se importa com a condição, ele simplesmente atinge a todos.

Aqui abrimos um parêntese, acreditamos sinceramente que os dados divulgados mostram a gravidade mas não toda a amplitude dos fatos.

Sobre as restrições, aquelas que os populares ignoram, fazendo churrascos com os amigos, promovendo reuniões religiosas, indo às ruas, fazendo compras descabidas em supermercados. Essas medidas drásticas foram tomadas para que um caos não seja efetivamente instaurado.

Basta assistir os filmes citados para perceber o que estamos falando. Caros leitores, nos países de primeiro mundo, os populares estão restritos em suas casas, a rede de saúde não tem conseguido dar uma resposta e atender as vítimas, milhares de pessoas tem morrido pela falta de leitos e equipamentos nos hospitais.

Se isso acontece com os ricos e preparados imagine o que pode acontecer por aqui. Em nossa cidade temos apenas dois respiradores, na região o número de casos suspeitos é absurdamente maior do que a estrutura e leitos que temos disponíveis para atendimento e caso os casos fiquem mais graves o que efetivamente podemos fazer? Podemos rezar.

A única forma que temos para combater algo tão agressivo é nos prevenir, e para isso precisamos rever nossos hábitos de higiene e aqui temos uma vantagem, entre os países citados, nós brasileiros, temos hábitos higiênicos que são considerados até excessivos.

Também cabe a nós nos trancarmos em casa e acompanharmos as notícias mais uma vez rezando para que isso passe logo.

A disciplina é fundamental para que possamos superar essa pandemia, e nesse sentido, a ganância e o dinheiro, simplesmente não vão poder salvar as vidas daqueles que adoecerem, afinal os leitos são limitados e nada garante que suas vendas durante a pandemia, poderão pagar pelo tratamento que poderia salvar sua vida.

Finalizando uma coisa é sempre bem vista nos filmes, ao final nós humanidade sempre descobrirmos uma forma de superar a dor, o medo, a doença e permanecemos vivos. Agora é a hora de mantermos essa esperança, nos disciplinarmos, mudarmos nossos hábitos e principalmente nos conscientizarmos, porque como nos filmes esse momento vai passar, e assim seremos mais fortes, mais conscientes e mais preparados para o que vier pela frente.

Jornalista - 11407 MTb - Editor chefe do Jornal O Popular

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