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Editorial

Por questões de necessidade!

Israel Silveira

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Por questões de necessidade escrevemos esse editorial – após observar como disse o próprio vereador Willian Barcelos – “o circo armado na Câmara Municipal”, e como não poderia ser diferente, nos sentimos na necessidade de criticar os vereadores para que na próxima legislatura o show de horrores fique bem longe de nossa política.

Para começar, tivemos mais uma vez o atropelo do senso de rito e trâmites; por necessidade precisamos afirmar que o presidente da casa, costumeiramente, atropela o regimento interno.

O vereador que muito provavelmente é o mais experiente de Nova Serrana, praticamente um vereador profissional ainda não aprendeu o regimento interno e insiste em ignorar o livro máximo de regras do legislativo.

Na última terça – não foi diferente – ao colocar um requerimento em votação para o plenário, a fim de tirar de suas costas a responsabilidade – o que sempre faz, quando o assunto é pesado, se acovardando – atropelou as falas do vereador Remirton José Pedro.

O presidente mais despreparado do legislativo de Nova Serrana, sequer sabia que durante a votação, cada vereador tem um minuto para fazer suas considerações, ou talvez ele soubesse, mas sua cabeça estava no mundo da lua, vendo os ETS como ele tanto gosta de fazer.

Por falar em necessidade, Ricardo poderia comparecer a Câmara usando uma camisa que não fosse de férias, o vereador presidente da casa, tem a necessidade de saber se vestir mais formalmente para não parecer que o legislativo de Nova Serrana é uma colônia de férias, onde se usa camisa florida e colar havaiano.

O  vereador ainda pediu um tempo durante o momento mais tenso da reunião, por questão de “necessidade”. A pressão da votação parece que causou uma dor de barriga no presidente, que interrompeu a reunião e custou a retornar aos trabalhos.

Aqui claro lembramos-nos da expressão “pede para cagar e sai”, e assim poderia ser feito pelo presidente e outros edis que estavam ali. Interessante que, Vantuir Paraguai que nem sequer estava fora de si, como aconteceu constantemente durante esta legislatura, queria ir embora antes da reunião acabar.

Já Jadir Chanel, esse poderia nem ter ido, ou melhor, poderia não ter aberto a sua boca para evitar a repulsa criada em quem viu um vereador falar de racismo sem ter qualquer propriedade do assunto.

Jadir como bom filósofo que deveria ser mudo, afirmou que as cotas direcionadas para os negros nas instituições de ensino superior deveriam acabar e que as mesmas colocam os negros como inferiores.

Pensamos muito sobre o que falar das bizarrices ditas pelo vereador e só chegamos a três conclusões: primeiro, que se as falas de Jadir fossem tão relevantes ele seria reeleito; segundo, se o vereador fosse alguém relevante para a discussão étnico racional e social em Nova Serrana, ele seria reeleito; e terceiro, se ele fosse um bom vereador que não faz mais do que bajular o prefeito, ele seria reeleito. Sendo assim, já vai tarde Jadir.

Seguindo no circo, tivemos o vereador Chiquinho do Planalto, que também não foi reeleito, esbravejando que o polêmico projeto da Copasa, enviado pelo executivo é uma ação politiqueira do atual prefeito. Mas depois de tudo isso, o vereador com a maior cara lavada, vota a favor da politicagem.

Se observarmos o circo, tem ainda muitos outros pontos a serem elencados como o fato de que durante toda a discussão da pauta referente à Copasa, os vereadores que seriam de “oposição”, afirmaram que  a pauta já estava aprovada, ou seja, o espetáculo ocorreu para coroar a vontade do executivo, sem que os vereadores nem mesmo tenham capacidade de decidir sobre debate, referente a um assunto especifico.

Finalizando, gostaríamos de pedir a você leitor, internauta, amigo do jornal O Popular, faça com que esse editorial chegue até os vereadores agora eleitos para a próxima legislatura. Pedimos a cada um deles que leia com zelo essas palavras e assim aprenda que espetáculo, falta de senso e erros de conduta, são bons no picadeiro e não na nossa política.

Torcemos para que a postura deles seja diferente, até mesmo porque, depois de tanta baboseira presenciada no legislativo municipal, se as coisas não mudarem no próximo ano, vamos ter que acabar pagando insalubridade, por questão de necessidade para nosso jornalista que acompanha presencialmente as reuniões, isso porque a ignorância de nossos vereadores pode causar transtornos psicológicos, emocionais e intelectuais irreversíveis.

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