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Editorial

Por pior que seja, sempre pode piorar!

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Em Nova Serrana se instaurou na última semana mais uma polêmica, essa no entanto diz ainda mais respeito à população do que as outras, claro até mesmo porque, estamos falando da Copasa e das medidas que foram tomadas “para finalizar o problema”.

Vejamos, na quinta-feira, dia 21 de maio, o prefeito de Nova Serrana, após ser massacrado nas redes sociais por todo o fim de semana, devido claro, a suas próprias palavras, resolveu tomar uma atitude.

Desta vez não prometeu pau na moleira de ninguém, mas tomou uma atitude para acalmar os animalzinho (assim como são chamados os motoristas e condutores de Nova Serrana, estendemos para toda a população), anunciou que seguiria suas palavras de anos atrás e determinaria a saída da Copasa.

As palavras jogadas nas redes sociais, claro com intuito de atrapalhar em parte a entrevista dada por um adversário político, caíram com bom grado para uma população que cansou de ser feita de anta (referência aos animais), sendo tratada com extremo desrespeitos pela estatal que presta um serviço limitado e insuficiente, e os políticos que simplesmente não assumem a responsabilidade sobre a ‘cagada’ que foi a assinatura do contrato há 10 anos atrás.

O problema é que, assim como o contrato pegadinha, indiretamente, suspeita-se que o anúncio também foi uma medida pegadinha.

Vejam os fatos meus caros leitores e antes de sermos apedrejados salientamos que, não estamos satisfeitos com a estatal e se olhar para nossos editorias vai ver que há pelo menos três anos falamos que estava passando da hora de dar um basta no desrespeito.

Vendo as pegadinhas, a primeira vem justamente pelo fato de que o anúncio foi feito no apagar das luzes do período eleitoral. Vejam, é extremamente proveitoso que em um momento tão delicado se anuncie a saída da Copasa; a retirada da empresa vai perdurar por alguns longos meses que se estenderá por anos e ai, chegando nas eleições é fácil falar, eu fiz a minha parte, a empresa não saiu devido ao contrato mal feito pelo ex-prefeito.

Talvez não se tenha todo o empenho real para a retirada da estatal, afinal o anúncio foi feito, a ação administrativa (baseada na CPI diga-se de passagem), foi tomada, mas a empresa que assumirá por caráter emergencial não foi contratada, e por falar nisso, esse caráter emergencial, sem prazo de início e fim, sem licitação, periga tanto quanto o contrato “capcioso”, no entendimento de alguns juristas feito pela Copasa com o município.

Dai outra pegadinha, quando a administração afirma que o contrato maldoso feito pela administração passada dificulta a retirada da instituição, atribuindo a culpa a gestões passadas, nós deste Popular como não nos vendemos a vídeos de apoio ou relações particulares, expusemos que o pecado também foi cometido pelo atual prefeito, uma vez que há 10 anos Euzebio e seu novo escudeiro, Ricardo Tobias, aprovaram o projeto na Câmara Municipal.

O prefeito culpou o jurídico da Câmara, o Jurídico de forma muito delicada e até mesmo cordial, deu um tapa de luva explicando que a sua função é tirar dúvidas e avaliar a legalidade, mas se o vereador não sabe ler, ou não é alfabetizado como determina a constituição, isso já não pode ser penalizado sobre ele.

Aqui caros leitores, salientamos que desejamos muito em meio a toda essa burocracia e anúncios mais políticos do que efetivos, que um resultado seja dado quanto a situação da Copasa, e que isso não se torne um trunfo eleitoral.

O problema é que, agora caso aconteçam as mudanças, dificilmente estas terão uma conclusão ainda nesta gestão, porque como diz o próprio prefeito, o cliente é bom, é uma das cidades com a maior probabilidade de aumento de clientela e arrecadação de Minas e justamente por isso a Copasa não vai soltar o osso.

Se soltar ainda nesta gestão já sofremos por antecedência por um velho problema que seguimos tendo em nossa política. Nossos vereadores são despreparados para acompanhar, fiscalizar e até mesmo cobrar da atual administração por um serviço e mudanças reais.

Vejam só, enquanto tem vereador que deixa a entender que receber R$ 8 mil por mês é salário insuficiente, e em meio a um debate sobre cassação se manifesta falando que é fã de outro edil, temos aqueles que se arrepiam, que se omitem como se estivessem escondidos no fundo do bar, ou simplesmente acatam todas as ordem que vem de cima.

Sendo assim nosso medo é, se a Copasa sair, quem vai fiscalizar e garantir que o serviço que virá será melhor do que este que é porcamente prestado nos dias de hoje?

Tirica falava, pior que está não fica, e para contrariar o sábio palhaço político brasileiro, exemplos recentes vivenciados na terra tupiniquim comprovam que por pior que seja, a situação sempre pode piorar.

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