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Editorial

O Pecado e o crime!

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Em nossa política vivemos um momento tão distinto e curioso que chega a ser um sacrilégio, ou pecado se não comentarmos ou fazermos uma análise sobre os recentes argumentos.

Para começar temos que ressaltar que nunca se imaginou que em tempos onde a religião se fizesse tão presente nos poderes, teríamos tantos crimes sendo investigados e porque não cometidos pelos eleitos nesta cidade.

Vejam, temos um prefeito evangelista, um pastor com um grupo de fieis no legislativo, temos pessoas que entoam a palavra em todos os cantos dos bastidores políticos de nossa cidade, e ainda assim, vivemos um dos momentos mais constrangedores da história da política de Nova Serrana.

Isso, caros leitores, acontece porque os vereadores e talvez até o chefe do executivo não tenham condições de diferenciar o pecado do crime, e se você acredita que tudo é a mesma coisa, te convido a analisar conosco e refletir nas palavras que estão por vir neste editorial.

Para começar foi necessário que se houvesse por parte de Deus, as escritas dos mandamentos para que as pessoas tivessem ciência do que é certo ou errado.

A partir dai se tem uma doutrina sendo aplicada nas instituições religiosas que estabelece claramente que para que haja pecado é necessário que haja conhecimento.

Se você não tem conhecimento das leis divinas você não está pecando; para que haja condenação dentro das perspectivas religiosas é necessário que se tenha conhecimento dos fatos, caso contrário o povo simplesmente padece pela falta de conhecimento.

Já quando o assunto é Lei (do homem), o fato de você manusear ou não as normas morais e sociais, que estabelecem o convívio e as relações, não te isenta de ser incriminado.

Todas as noites, nas reuniões ordinárias da Câmara Municipal, percebemos que os vereadores, fazem uma oração, como se estivessem pedindo para Deus os isentar dos crimes que estão por vir; mas de fato isso não deve ocorrer porque mesmo que não se saiba o que é sumula 13, estar em desacordo com ela é crime e a lei não difere, pelo menos pelo que entendemos, a ciência ou não do crime.

Claro se você comete o crime de contratar um parente sem querer, você não é de todo pecador, mas é de todo criminoso e se você assina um TAC para isso, você encerrar uma investigação, mas não está impedido de ser denunciado, processado e incriminado nas esferas criminais e cível.

Assim afirmamos que, o fato do prefeito ter assinado um TAC para colocar panos quentes em uma denúncia de nepotismo que foi exposta pelo legislativo e por este Popular, não quer dizer que o crime não foi cometido.

Do pecado Deus perdoa a ação da administração que pode ter sido feita com a melhor das intenções, mas se a lei passa a avaliar a ciência do pecado como fator de permissibilidade brandura no cometimento dos crimes, a lei deixa de ser cega, porque afinal, quem tem o dom da oratória sabe muito bem convencer ao próximo com mentiras e balbucias, endossadas por lágrimas que não são amparadas por documentos, ocorrências e outros pormenores.

Claro, você pensou que quando falávamos de nepotismo estávamos criticando um vereador do legislativo, que por sinal agora está sendo investigado em um processo de cassação. De fato ele como o seu guru político, cometeram o mesmo crime, e devem ser assim responsabilizados por tal ato.

Por falar no vereador, tom religioso se misturou com ameaças e denúncias novamente jogadas ao vento, e dai perguntamos, esse foi um ato de fé, desespero ou insensatez? Vejam não estamos ameaçando ninguém, mas se resolverem me investigar, vou jogar todos os seus podres na mesa.

Se isso não é uma ameaça, não temos consciência de mais nada, isso claro vem do mesmo vereador que afirmou que seu advogado vai se tornar juiz e sua mão vai pesar sobre todos.

O engraçado é que na mistura do desespero, se junta a ameaça política, com a ameaça religiosa e dai para frente só faltou rezar pela morte dos colegas.

Sendo a justiça, justa como acreditamos, pensamos que em breve o edil deve ser intimado para prestar esclarecimentos sobre o dinheiro e o lote que foram oferecidos para votação na Câmara. Pensamos que deve ser explicado quem são os vereadores que cobraram propina para aprovar loteamento na cidade.

Pensamos que a moralização deve começar a ser algo praticado e não uma moeda de chantagem por aqueles que professam palavras de fé em voz audível.

Para finalizar queremos lembrar a todos que prevaricação é pecado, e que a omissão se torna um crime, que pode ser entendido até mesmo como conivência, uma vez que debaixo dos olhos de quem deveria ser o guardador da moral, até por questões religiosas, se omite da denúncia para ter o crime do próximo como moeda de troca para justificar as suas próprias falhas.

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