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Patos e águias

Willian Barcelos

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Restam menos de 18 meses para o término das atuais legislaturas. É hora de fazermos um balanço daquilo que realmente mudou ou simplesmente foi um pouco mais do mesmo. É hora de reconhecermos o perfil de cada gestor do país, num cenário que promete ser o último da reeleição. A partir daí, os gestores deverão trabalhar em função de um projeto, realizando políticas de estado e não de governo. Vivendo em função da sociedade e não do próximo pleito.

A reeleição demonstrou não ser salutar, pois criou uma espécie de político “pato”, que ao invés de arregaçar as mangas e trabalhar, vive ruindo e murmurando o passado. Não se elevam a condição de águias, cujas possibilidades são todas aquelas que estão ao alcance de seus olhos. Sejam de curto, médio ou longo prazo.

Quem trabalha na área de gestão sabe que para fidelizar um cliente, neste caso um eleitor, não basta atender às expectativas, digo, fazer apenas a obrigação, mas superá-las. E não será agindo como “patos” que vamos conseguir isso. Pelo contrário, devemos ser águias.

Na semana passada, a Câmara Municipal de Nova Serrana realizou mais uma audiência pública, que cuidou de tratar da questão da instituição do cartão auxílio-transporte para os estudantes das escolas públicas no turno da noite. O projeto tem seus méritos, pois possibilitará a economia de R$ 1,2 milhões até o ano de 2021, sem contar o aumento da oferta de linhas no precário sistema de mobilidade urbana, incapaz de promover o deslocamento de passageiros para diversas regiões do município após as 21 horas.

Todavia, a mudança pode ser muito mais valiosa se aproveitarmos o momento, e as economias decorrentes dela, para incorporarmos a necessidade histórica de concessão do benefício do transporte para os estudantes universitários que frequentam as instituições de ensino superior do município, entre elas: FANS e UNA.

É inadmissível que continuemos investindo apenas no auxílio-transporte universitário para aqueles que estudam fora daqui, especialmente pela falta de oferta de uma série de cursos e vagas na própria cidade. Pois se assim continuarmos a fazê-lo, o circulo vicioso não se rompe. A oportunidade de investirmos nas instituições locais é agora, fomentando o transporte para os que decidiram construir aqui suas carreiras.

No curto prazo, incorporaremos uma demanda que se encontra, até então, reprimida, especialmente pelo fato de haver muitos jovens e adultos que não conseguem, pelas particularidades do lar e do trabalho, ir para outras faculdades da região. No médio prazo, incrementaremos a economia local, com a retenção de recursos advindos de mensalidades e outras despesas. Em longo prazo, transformaremos Nova Serrana em uma potência universitária, digna do empreendedorismo de nossa gente, e de seu quantitativo, que ultrapassa os 100 mil viventes. E quando falamos na retenção de recursos, nem citamos a possibilidade de captá-los junto a estudantes de várias localidades do entorno, possibilitando inclusive aos munícipes que vivem nos distritos e povoados, a oportunidade de estudarem.

Quando o futuro bate em nossa porta, a hora é de sermos águias, e não patos.

WILLIAN FERREIRA CARLOS BARCELOS é professor e agente político. Licenciado em História, especialista em Administração Pública, Docência do Ensino Superior, Gestão de Recursos Humanos e Meio Ambiente, mestre em Educação, Cultura e Organizações Sociais.

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