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Pai perdoai-nos, mas sabemos o que fazemos!

Léo Junqueira

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Estamos assistindo o ensaio da grande batalha eleitoral que se aproxima. Veremos todo tipo de embate, dos mais arcaicos aos que utilizarão os mais modernos recursos da tecnologia.

O papel de propaganda do candidato entregue de mão em mão aos posts digitais pelas redes sociais, tudo terá apenas um objetivo: convencer o eleitor e conquistar o seu voto.

O que as pessoas não entenderam ainda é que as principais questões, que provocaram esse alarmante colapso ético e moral da classe política continuará o mesmo, porque nada está sendo feito para minimizar algumas questões obvias, como a preparação e qualificação dos candidatos.

Ao acompanhar nas redes sociais as manifestações de inúmeros candidatos fico sem saber, se estou lendo algo feito por um postulante a um cargo público ou uma “mula”, imagino que sem cabeça, por escrever tanta bobagem.

São tantos disparates com a língua portuguesa, que chego a ficar paralisado e incrédulo, que alguém tão desqualificado pode imaginar em dirigir a vida de tantas pessoas.

Erros crassos gramaticais, de pronúncia, conjugações verbais absurdas e por aí vai. Penso que será uma batalha hi-tec/medieval, onde a tecnologia estará amenizando a discrepância cultural de muitos candidatos.

De alguma forma (e para nossa tranquilidade) venho acompanhando pessoas comentarem sobre este assunto, ou seja, a qualificação duvidosa de alguns candidatos e o preparo de outros. Se, quando nos candidatamos a um emprego somos submetidos a provas, testes de qualificação, exigem currículos e provas de capacidade para ganharmos um salário mínimo, por que não exigir o mesmo de candidatos que governarão o país, nosso estado ou estarão legislando para beneficiar a população?

Por que temos que nos sujeitar aos “Tiriricas” da vida e ainda achar graça? Neutralizar a educação e a informação é condição indispensável para dominar um povo. Tirar-lhe as condições de pensar e agir é outra exigência ao controle das massas.

Da mesma forma que assisto no Facebook uma aberração tentando se mostrar artista com mais de 3, 5 ou 10 milhões de visualizações acredito na inocência destes coitados e acho que os políticos incompetentes devem mesmo ser perdoados. Afinal, somos nós os responsáveis por cedermos à preguiça ao invés de apenas uma vez agirmos como cidadãos dignos do respeito que exigimos à nossa dignidade.

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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