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Editorial

Os tempos são outros!

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Somos uma sociedade evoluída composta por uma diversidade cultural e racial que simplesmente carrega características de todos os cantos do país e do mundo.

Aqui no Brasil podemos afirmar com a maior tranquilidade do mundo que carregamos sim características culturais de povos dos quatro cantos do planeta e por aqui a miscigenação é uma característica que definitivamente faz parte de nosso DNA.

Temos Baianos fazendo comida japonesa, japoneses abrindo churrascarias e gaúchos se especializando em acarajé. Temos paulistas capoeiristas, nordestinos plantando café, arroz e usando galochas.

Em Nova Serrana essa miscigenação é ainda tão evidente quanto, afinal somos uma cidade que carrega em seu histórico social a receptividades de trabalhadores e populares vindos de todas as regiões do país e claro do mundo.

Se olharmos para nossa história vamos perceber que em algum momento carregamos traços de culturas e povos que não são necessariamente os que você caro leitor, se enquadra.

Se temos toda essa disseminação cultural e porque não social, então deveríamos ter a mente aberta ao ponto de sermos evoluídos como pessoa. Sim caro leitor, você leu a expressão deveríamos, isso porque efetivamente não somos assim.

Tirando as mascaras da vaidade e do status nos deparamos com uma sociedade tão preconceituosa que carrega a falsidade em forma de moralismo, quando o assunto são as barreira a serem quebradas.

Temos preconceito contra negros, pobres, ricos, brancos, indianos, temos preconceito contra adoção, temos preconceito contra homossexuais, contra heterossexuais, temos preconceito contra aquilo que julgamos ser diferente de nós.

Como seres socais é normal que tenhamos grupos onde nos identificamos, o problema é que tudo além desses grupos é considerado errado, inferior.

As eleições deste ano apontaram que até mesmo aqueles que são constantemente vitimas de ações preconceituosas da sociedade carregam sua parcela de culpa e justificam suas ações discriminatórias contra seu grupo de ideologias ou identificação como auto defesa diante das injustiças.

Feminismo, machismo, homossexualismo, religiosidade, racismo, todos esses assuntos são vistos como barreiras de uma sociedade que afirma que é abrangente, acolhedora, e sem preconceitos, mas que na verdade alimenta um sistema de castas por diversidade social sem que perceba.

Temos locais para pobres e para ricos, temos condutas diferentes com diferentes pessoas por interesse ou por algum traço que torne nossas perspectivas mais coesas com nossa formação.

Dentro da religião existe o preconceito, quando muitos afirmam que não podem se misturar com os mundanos, parece que os crentes esquecem que o cristianismo pregado por Jesus era o da cura e não da acusação.

Temos agora a onda da divisão política e alimentamos o discurso preconceituoso quando falamos que os nordestinos não sabem votar por terem em sua ampla maioria direcionado seus votos para o candidato do PT nas eleições.

Sugerimos e indicamos aos colegas que pensam assim que vivam algum tempo nas condições enfrentadas pelos nossos amigos nordestinos. Indicamos ainda que os mesmos estudem e avaliem quantas cidades do sudeste e do sul estão entre as 100 melhores do país e quantas estão localizadas no nordeste.

Sugerimos ainda que você caro leitor, que de certa forma alimenta em alguma área pessoal o preconceito velado que abra os seus olhos e enxergue que pelo mundo afora os negros estão ocupando lugares ainda não vivenciados, os pobres estão se tornando doutores e os gays são tão competentes quanto qualquer outro e as mulheres não recebem salários proporcionais a seu esforço, capacidade ou potencial.

Está na hora de mudarmos nossos conceitos e jogarmos por terra os valores que na verdade são preconceitos velados. Se abrirmos os olhos vamos perceber que os tempos mudaram, negros não são bandidos e nem devem ser vistos assim e a prova disso é que esse editorial que você acabou de ler foi escrito por jornalista, negro, bolsista universitário que hoje responde pela grande maioria das matérias que você lê, discorda, aplaude e debate diariamente em nosso Popular.

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