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Editorial - Opinião sem medo!

Os diferentes lados iguais

Israel Silveira

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A pandemia criou em nós uma prática de relacionar ainda mais pelas redes sociais. De fato temos buscado formas de suprir o afastamento social e a principal tem sido as redes sociais. Então sendo assim temos que confessar que recentemente, a principal forma de saber da vida dos amigos, tem sido por meio de utilização das redes sociais.


Durante o período de pesquisa, interação, focar, bisbilhotar a vida dos conhecidos, o que chamamos de stalkear, claro sem a parte criminosa dos atos, percebemos que estamos literalmente a beira do precipício chamado eleições 2022.

Se não fosse trágico, seria cômico afirmar que não conseguimos mais saber da vida alheia, sem esbarrar na politização dos agentes sociais. Hoje praticamente todos são agentes políticos, e se você simplesmente não concordar com o pensamento de determinado grupo você é inimigo, sem ao menos ter o direito de argumentar e manifestar seu pensamento.

Em meio a essa celeuma de navegação nas redes sociais, por exemplo, nos deparamos com um perfil de um conhecido que em uma postagem afirmava que deve ser difícil não gostar do atual presidente e perceber que ele já está reeleito.

Em outra rede social, Lula era enaltecido como o Salvador da Pátria, já que o mesmo teria dito para uma revista francesa que será candidato no próximo pleito.

Ao se dar continuidade na experiência indigesta de navegação política nas mídias sociais, é impossível não se deparar com ataques e farpas sendo trocadas de militância que para não dizer que são alienadas as chamamos de obtusas, afinal a ignorância se torna definitivamente constatada quando se percebe que para qualquer lado que se vá, o diálogo e troca de ideias é algo refutado.

Agora chegamos ao ponto chave desse editorial.Nós estamos mesmo lascados com o futuro de nosso País, já que pelo visto teremos que escolher entre o bandido e a milícia.

Percebam, não estamos condenando ou taxando qualquer um dos dois candidatos como bandidos, apenas queremos trazer uma comparação com o fato de que, ambos são nocivos para a sociedade.

Ao ver o discurso regurgitado por Bolsonaro, é impossível não olhar para trás e pensar que foi depositado no atual presidente o desejo de mudança, mas o que se teve foi a maquiagem de determinadas questões e em outras continua-se a ter as mesmas mazelas de sempre.

Entendam, não se economiza fazendo cortes na educação, pelo simples fato de se ter em instituições agentes que pensem politicamente de forma diferente.

Não se deve enfrentar uma pandemia sem um ministro. Não se deve ter reforçado em uma militância o pensamento de que um medicamento sem comprovação clínica é um melhor tratamento do que uma vacina usada mundialmente.

Não se deve politizar Deus, com discurso eleitoral.

O barco está afundando, mas a forma como se trata a relação política o faz parecer que todos os problemas sociais que enfrentamos são na verdade invenções para tornar o atual presidente um monstro de ficção.

Não se pode tapar os olhos simplesmente, o combustível está com valores impraticáveis, está cada vez mais difícil comer carne e agora, nem ao menos navegar na internet sem ter que lidar com militância política é possível.

Levando a coisa para o outro lado, temos que lembrar que na esquerda o processo de doutrinação é tão doloso quanto o da direita. Não se pode achar que alguém como Lula é um salvador da pátria, até porque, mesmo com as políticas sociais implementadas em seu governo, parte do que se vive agora ainda são sintomas colaterais do que se viveu com o ex-presidente.

Vamos olhar para o passado e lembrar que rios de dinheiro foram jogados fora nas empreiteiras, nos financiamentos de obras em outros países, e se a crítica quanto as ações de combate ao coronavírus são algo que nos traz repulsa, temos que lembrar a você leitor que, “não se faz copa do mundo com hospitais”, e essa retórica veio durante o governo de esquerda.

Os problemas sociais que hoje vivemos, em grande parte já eram presentes nas gestões passadas, e sendo assim temos que ressaltar que infelizmente, qualquer um dos dois que estiverem à frente do nosso governo, infelizmente não darão fim a podridão que temos envolta da política.

A corrupção é o grande mal do brasileiro, mas ela é alimentada pela população que adora ser manipulada por quem a corrompe. Se lembrarmos bem a esquerda sambou na cara da Polícia Federal, e o esquema de corrupção terminou em pizza. Já a direita, trocou o comando da Polícia Federal, para que o risco das acusações fosse colocado no fundo da gaveta.

Praticamente em qualquer um dos lados que se olhar de forma mais atenta e sem fanatismo, vamos perceber que apesar de um posicionamento diferente, o fim das ações é praticamente o mesmo, afinal, é necessário que haja o flagelo da população, para que ambos os lados continuem pedindo por pão, sigam recebendo migalhas, e permaneçam eternamente gratos pelas esmolas que recebem.

Para finalizar ressaltamos que política em sua essência deve ser feita com diálogo, debate não significa embate e diferença não significam inimizades. Ah e se possível, mantenham as redes sociais como um meio de interação entre pessoas, sem necessariamente uma abordagem política, afinal, já que não podemos mais estar perto uns dos outros pela pandemia do Covid-19, será ainda mais ruim estar distante pelo vírus da irracionalidade e falta de senso social.

Jornalista - 11407 MTb - Editor chefe do Jornal O Popular

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