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Organização Mundial da Saúde classifica novo coronavírus como pandemia

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na última quarta-feira, dia 11 de março, a doença provocada pelo novo coronavírus COVID-19 como uma pandemia. A decisão foi anunciada pelo chefe da agência, Tedros Ghebreyesus, em Genebra.

A doença, que surgiu no final do dezembro, na China, está presente agora em 114 países. Segundo o chefe da OMS, nas últimas duas semanas, o número de novos casos diários fora da China aumentou 13 vezes. E a quantidade de países afetados triplicou.

Até esta quarta-feira, foram registrados mais de 118 mil casos e 4.291 mortes no mundo. Ghebreyesus afirmou que “milhares de pessoas estão lutando pela vida em hospitais” e que “nos próximos dias e semanas, espera-se que o número de casos, de mortes e de países afetados suba ainda mais.”

O diretor-geral disse que a OMS está acompanhando o vírus 24 horas por dia e está “profundamente preocupada com os níveis alarmantes de contágio e de falta de ação.”

Tedros explicou que a palavra pandemia “não é usada de forma fácil ou sem cuidados.” E que é um termo que “se for usado erroneamente pode causar medo e desistência de lutar contra o vírus, levando a sofrimentos e mortes desnecessárias.”

Avaliação

O chefe da OMS esclareceu que a pandemia “não muda a avaliação da OMS sobre a ameaça, aquilo que a agência tem feito ou o que os países devem fazer” para vencer a COVID-19.

Esta é a primeira vez que uma pandemia é decretada devido a um coronavírus. A OMS repetiu o pedido de “ação urgente e agressiva.”

Para Tedros, não é suficiente olhar para os dados globais. De todos os casos mundialmente, mais de 90% foram notificados em apenas quatro países. Depois da China, os países mais afetados são Itália, Coreia do Sul e Japão. Neste momento, Coreia do Sul e China têm “epidemias em declínio significativo.”

Em todo o mundo, 81 nações ainda não tiveram qualquer caso. Cerca de 57 países confirmaram menos de dez casos.

Tedros disse que queria deixar uma mensagem bem clara: “os países ainda podem mudar a trajetória desta pandemia”.

Larga escala

Se detectarem, testarem, tratarem, isolarem, acompanharem os casos e mobilizarem as pessoas para a resposta, os países com poucos casos podem prevenir focos da doença.

Mesmo os países com grandes focos e transmissão em larga escala podem inverter a situação, disse a OMS. Vários países já mostraram que o vírus pode ser reprimido e controlado.

Segundo o chefe da OMS, “alguns (países) estão lidando com falta de capacidade, outros com uma falta de recursos e alguns com falta de vontade.”

Ele disse que os governos de todo o mundo devem preparar seus hospitais e proteger e treinar seus trabalhadores de saúde.

Afirmou ainda que “todos os países devem conseguir um equilíbrio entre proteger a saúde, minimizar a interrupção econômica e social e proteger os direitos humanos.”

Medidas

Desde a terça-feira, a Itália está observando uma quarentena após ser declarada pelo governo uma “zona vermelha” pelo alto risco de contaminação com a nova cepa do corononavírus.

Segundo agências de notícias, milhares de pessoas estão contaminadas no país.

Nos Estados Unidos, o governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, declarou estado de emergência no fim de semana após o condado de Westchester ter sido identificado como um foco de novas infecções. A decisão foi anuncia dias após a Califórnia ter declarado emergência pela COVID-19.

Nesta quarta-feira, a sede da ONU fechou suas portas para as visitas guiadas e pediu à metade dos funcionários que trabalhe de casa pelo menos três vezes por semana para tentar conter o vírus.

Foto/ Fonte: OMS/ONU

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