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Operação prende grupo suspeito de desviar cerca de R$ 3 milhões da prefeitura de Araxá

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Em Araxá (MG), a Polícia Civil (PC) prendeu na última terça-feira, dia 11 e agosto, dois assessores da Prefeitura Municipal de Araxá, a ex-secretária de Governo e dois dirigentes de uma empresa de fornecimento de transporte de vans e micro-ônibus, que prestava serviços para o município, sob suspeita de desvio de recursos públicos.
Segundo informado as prisões fazem parte da Operação Malebolge, que investiga os desvios de recursos públicos, a partir de contratos de prestação de serviços de transportes. A ação contou com a parceria do Ministério Público de Contas e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo informações do delegado Renato Alcino, responsável pela Delegacia de Trânsito de Araxá, há muitos pontos da investigação em sigilo, mas já se pode adiantar que envolve cerca de R$ 3 milhões.
“Essa investigação recorre de outras relacionadas a desvios de recursos públicos que eram repassados para o terceiro setor e que, por meio de seus dirigentes, praticavam os desvios. Em um mês, as vans rodaram 29 mil quilômetros, o que foi atestado pela ex-secretária, mas, na verdade, descobrimos que eles haviam rodado apenas cerca de 300 quilômetros. Isso dentro de um mês, agindo ilegalmente. Mas estamos investigando outros meses. Essa investigação, diferentemente das outras, estava ocorrendo no seio da administração da prefeitura de Araxá”, informou o delegado.
Ainda segundo Renato Alcino, entre os presos estão a ex-secretária de Governo da Prefeitura de Araxá, que se afastou para concorrer a cargo público, o marido dela, assessor, que trabalhava na Secretaria Municipal de Fazenda e atualmente atuava na Secretaria e Ação e Promoção Social, e outro assessor, que também atuava na Secretaria de Fazenda.
“Além deles, dois sócios de uma empresa. Essa empresa concorria a licitações e, vencida a licitação, eram emitidas ordens de serviço pela então secretária de governo para que essa empresa realizasse as viagens. Feito isso, os valores eram transferidos por meio eletrônico para a empresa, prestadora de serviço público, que depois repassava parte do recurso para o grupo criminoso”, disse o delegado de Araxá.
Além das prisões, decretadas de forma temporária, foram expedidos 23 mandados de busca, apreensão de veículos e outros 10 mandados já cumpridos. Foram bloqueados 16 imóveis do grupo, entre eles uma fazenda pertencente ao sócio da empresa. Ainda foram bloqueados valores e bens depositados em instituições financeiras, totalizando cerca de R$ 3 milhões. Nas residências, foram apreendidos documentos contábeis, equipamentos eletrônicos, dinheiro, joias, HDs e outros equipamentos eletrônicos para a continuidade das investigações.

‘Divida Comédia’

Fonte: Por Ivan Drummond e Renato Manfrim –  EM
Foto: Divulgação PC

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