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O que cair na rede é peixe

Léo Junqueira

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Se eu fosse avaliar o que é mais triste na política de hoje, sem titubear eu diria que é a guerra da informação.

Nessa batalha suja e nefasta do dia a dia conseguiram acabar com a credibilidade de jornais e jornalistas. Cada um se agarra em razões subjetivas, onde a hipocrisia se mistura profundamente com intenções pessoais do simples “ganho pelo ganho”.

Um exemplo melancólico é o jornal Folha de São Paulo. Era impossível imaginar que um veículo tão prestigiado fosse pagar micos indigestos promovidos por seus repórteres e editores, que perderam a ética profissional para revanchismos baratos fomentados pelo lado de lá que não gosta do de cá.

A Rede Globo, considerada a “deusa platinada” por milhões de brasileiros omite, esconde, distorce, sacaneia literalmente alguns fatos para esconder uma dívida impagável contraída por pressões a políticos em seus noticiários. Seguindo esse comportamento, dezenas ou centenas de outros veículos de comunicação, também se perderam e abriram espaços para as redes sociais, que por um lado tornou livre o pensamento de milhões de pessoas, mas alimentou milhares de débeis mensageiros do caos fabricados em Iphones, tablets, notebooks e todo tipo de parafernália de acesso à internet.

Acompanhei uma entrevista do presidente Bolsonaro em Nova York, quando jornalistas sedentos pelo sensacionalismo barato tentavam confundir o entrevistado numa clara tentativa de armar a “pegadinha” do dia. O mais triste nessa história somos nós, que de meros espectadores muitas vezes nos transformamos em “massa de manobra” sem perceber, porque nem sempre temos informações corretas, mas sim a confirmação do que querem plantar na nossa sociedade.

Recentemente um político declarou, que não é a favor da proposta da reforma de previdência simplesmente porque assim estaria garantindo a reeleição do atual presidente.

Ora, meus amigos! E a proposta de se construir uma nova política, onde fica? E a tal renovação que pedimos e manifestamos nas urnas, onde está?

Em Nova Serrana permanecem os mesmos problemas com roupagem e formatos diferentes. Assistimos na última reunião da Câmara Municipal uma manifestação estranha aos conceitos democráticos, quando “Junior”, filho de uma figura política da cidade perdeu completamente a noção de respeito e ridiculamente possuído por delírios e rompantes fomentava agressões gratuitas a quem prestava esclarecimentos à população.

A gestão atual, que deveria impor atitudes para a construção de uma nova forma de fazer política se perdeu e agora está fumegando com as mais tristes reações. Até mesmo a divisão geográfica da cidade se tornou uma forma de justificada demarcação, quando a própria prefeitura se refere à “parte da lá e a parte de cá da rodovia”.

Temos vereadores afastados e outros recém-chegados. Temos um prefeito perdido e ex-prefeitos contidos em suas estratégias. E aquele que disparou que “alguém não fez mais que sua obrigação” continua tentando, ao menos, explicar de forma razoável, por que nem o dever de casa conseguiu fazer até agora. Dois anos e seis meses de mudanças e ainda não encontramos nada de novo.

Continuo acreditando no jornalismo imparcial, investigativo e leal aos princípios da informação. Redes sociais são apenas redes e o que cair nela… É peixe!

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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