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O primeiro debate dita o tom de campanha

Luciano Augusto

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Mantendo uma tradição de 30 anos, o grupo Bandeirantes de Comunicação promoveu em São Paulo o primeiro debate entre os presidenciáveis nas eleições 2018.

O primeiro debate serviu para entendermos quais as estratégias serão tomadas pelos candidatos para disputa do cargo mais importante da república. Enquanto acontecia o debate na TV, o partido dos trabalhadores (PT) promovia na internet um debate paralelo com aquilo que serão as propostas do partido para as eleições. O PT escolheu o ex-presidente Lula para ser candidato, contudo, em razão de sua prisão em Curitiba ele não pode participar do debate. No dia 15 o PT fará o registro de candidatura do ex-presidente, vamos aguardar o desfecho dessa batalha judicial.

Os participantes do debate foram Guilherme Boulos (ZSOL), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alkimin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos), Jair Bolsonaro (PSL), Cabo Daciolo (Patriotas).

ESTRATEGIAS

Jair Bolsonaro evitou os embates mesmo quando provocado pelo candidato do PSOL, Guilherme Boulos, alegando em determinado momento “achei que viesse aqui para debater politica nacional”. Pois bem, na minha ótica, acertada a estratégia de Bolsonaro entrar em uma discussão que muita das vezes leva para o lado pessoal pode prejudicá-lo e bem orientado o candidato se manteve calmo, ou pelo menos tentou e foi muito bem em seu primeiro debate.

Outra estratégia do Bolsonaro foi realizar perguntas para o candidato do Patriota Cabo Daciolo, que em tese compactua de muita das suas próprias propostas, tais como, renovação de verdade, patriotismo, ou seja, evitou o confronto direto com aqueles que de fato são seus adversários na disputa.

Geraldo Alkimin realizou algumas perguntas até técnicas para Marina Silva, Geraldo sabe que assim como Aécio fez em 2014, a concorrente direta no primeiro turno, não é Bolsonaro ou Ciro, mas sim Marina Silva nesse momento são dos eleitores tendentes a votar nela que ele precisa para ir para um eventual segundo turno.

Ciro Gomes, apresentou uma proposta polêmica e criticada ao longo dessa semana que é auxiliar às pessoas a retirarem seus nomes do SPC, através de refinanciamento de crédito, que poderia ser implementado pela Caixa, Banco do Brasil, entre outros meios.

Sobre esse tema que é polêmico, entendo que Ciro não está totalmente equivocado, o maior número de devedores desse órgão, trata-se de dividas na sua origem não passa dos R$ 1.500,00. Auxiliar a população a limpar seu nome é um estimulo para a economia, e só pra lembrar quando é para os ricos se fala em REFIS, e para a classe pobre, ela não teria esse  direito? Ou seja, é uma proposta interessante.

O próximo debate esta agendado na REDE TV, dia 17 de agosto às 22 horas.

Para refletir:

“A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”

  • Nelson Mandela.

LUCIANO AUGUSTO O. LOPES é bacharel em Direito pela Sociedade Dom Bosco de educação e cultura - Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis - Divinópolis (2012). Advogado inscrito na Seccional OAB Minas Gerais, desde 2015, com ênfase em Direito Público, atuando nas áreas do Direito Eleitoral, Administrativo. Possui diversos cursos voltados para o Marketing Político Eleitoral, tem experiência em campanhas políticas e na gestão de projetos políticos.Há habilidade em comunicação tendo atuado na função de radialista/jornalista

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