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Editorial

O pessimismo leva a fraqueza e o otimismo ao poder

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Um ano para se lembrar e não para se esquecer. Um ano para se aprender e não para se ignorar! Um ano para que a carapuça da humildade seja vestida e se perceba que estar rodeado de quem massageia o seu ego não traz nenhum ganho para um projeto que visa as mudanças.

Assim foi 2018, um ano onde as autoridades políticas de Nova Serrana se digladiaram, brigaram com suas forças em uma guerra fria que não foi oficialmente declarada, mas estava visível a quem tivesse o mínimo de percepção e interesse.

2018 e suas particularidades começou já em 2017 quando na Câmara o executivo perdeu a presidência. Nós já anunciávamos que o ano seria árduo, diferente do que todos já haviam acostumados a presenciar no cenário político de nossa cidade.

O que nós não imaginávamos caro leitor, é que esse ano se tornaria tão complicado pelo fato de que, a prefeitura ficou sem recursos, não administrou, não aprovou pautas importantes e a consequência foi dividas e dificuldades pelas quais não se imaginava que a cidade que mais cresce em Minas, que tem uma indústria tão ativa, passaria.

Veja bem, foram R$ 160 milhões arrecadados e os mesmos não foram suficientes para que as coisas ficassem em ordem, as obras, intervenções e ações não são necessariamente relevantes a ponto de vermos o orçamento escorrendo por obras faraônicas.

O que vemos é que projetos que em outros tempos seriam aprovados com tranquilidade foram aqui travados por uma Câmara que teve sete vereadores querendo bancar uma queda de braços com o executivo.

Se você não lembra caro leitor, teve um projeto relacionado a reforma do plano de cargos da Secretaria Municipal de Educação que teve embates e mudanças drásticas para se passar pela casa. Se você não lembra o executivo tentou a aprovação de um projeto relacionado a terceirização de servidores que foi barrado no legislativo.

Essas pautas são algumas das que tiveram um impacto direto na condição financeira da cidade e se você está entendendo que estamos aqui atribuindo as dificuldades somente ao legislativo se enganou.

O executivo anunciou e não cumpriu a tão chamada reforma administrativa, e pelo que se percebe e ouve dos secretários e profissionais ligados a isso, nem de longe essa é uma preocupação de uma administração que tem se revirado para pagar as contas, mas que até agora não encontrou uma forma de fazer a mudança que tanto prometeu.

A maquina está sobrecarregada, e quando isso acontece repasses mínimos fazem a diferença e partindo dai entendemos o porque que R$ 30 milhões são tão fundamentais assim diante de uma prefeitura que até agora, com todas as dificuldades conseguiu manter os estragos da crise econômica e de uma governabilidade questionável dentro de limites razoáveis dentro do contesto vivenciado em todo o Estado.

Por sua vez o legislativo entendeu que sem alinhamento com o executivo nada se pode fazer e pelo que se vê e se ouve nos corredores da Câmara, alguns dos vereadores que em 2018 resolveram apenas agredir, em 2019 vão pedir benção, para que assim suas emendas e indicações sejam atendidas, e suas chances de permanecerem na casa após as eleições de 2020 sejam ampliadas.

De forma geral, o ano serviu para que importantes lições sejam tomadas, nem tudo a Chico, nem tudo a Francisco e se por algum momento você ouve que está tudo da melhor forma possível diante da situação que se vive em Minas, afirmamos, isso é mentira, as promessas não se consolidaram, as mudanças ainda não foram suficientes e a situação da gestão executiva e legislativa não é nada confortável.

William James já dizia que o “pessimismo leva à fraqueza, otimismo ao poder”. Sendo pessimistas prevemos que o ano de 2019 será tão turbulento quanto 2018, isso porque o executivo terá um orçamento limitado, um governo inexperiente a frente do estado e um executivo federal que prega por mudanças que não sabemos como serão realizadas.

Sendo otimistas, alimentamos o poder e a certeza de que teremos muitas e boas novas a serem trazidas para a população, que terá melhoria em qualidade de vida e a consolidação de que as pedradas tomadas pelo governo municipal em dois anos, serviram para que o alicerce fosse construído e assim uma administração resolutiva surgiu em meio a crise, dando a população a cidade que todos sonharam em um novo tempo que até 2018, não podemos afirma que necessariamente se fez presente.

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