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Editorial

O lamentável e o indigesto

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Em nossa redação existe um quadro com os seguintes dizeres:

“seja burro acima de tudo. O bom repórter é o repórter burro. O repórter burro é o que não tem vergonha de perguntar… Não temos a obrigação de saber tudo e de entender tudo”.

Justamente por termos essas palavras em nossa redação, fizemos a seguinte pergunta:

“Quem inventou a roda?”

Em uma pergunta no meio do pleno e sábio Goolge, foi nos ensinado que a roda foi descoberta ainda antes de Cristo, nas ruínas da cidade de Ur, na região do Iraque. E após pesquisarmos chegamos a conclusão de que, duvidamos se os vereadores tinham até lerem esse editorial tal conhecimento.

De fato poucos sabem quem inventou a roda, com também de fato, alguns dos políticos de nossa cidade não tem senso ou noção da tênue linha entre o lamentável e o indigesto.

Para os nossos nobres políticos tenham um melhor entendimento sobre esses limites, claro preservando o nosso direito de sermos burros como jornalistas, apontamos abaixo algumas diretrizes e exemplos, afinal, todo dia se aprende, e se ontem alguns aprenderam quem inventou a roda, hoje alguns podem aprender qual o seu lugar no meio político.

A linha entre o lamentável e indigesto é mais simples do que se imagina. Lamentável é o vereador afirmar que a população não deve participar de um debate pelo mesmo ser de caráter técnico, como se ele em seu esplendor de sapiência fosse um amplo conhecedor técnico de legislação tributária e até mesmo sobre a retenção projeção e um fundo previdenciário.

Lamentável é querer afirmar que, os servidores, que são aqueles que têm direto interesse quanto ao fundo, não têm bagagem para levarem um debate em alto nível, afinal, nossos professores, pedagogos, enfermeiros, técnicos, servidores, são incapacitados (nesta perspectiva) de estudarem e terem um conhecimento ampliado para entendimento de causas que são dos seus interesses.

Talvez a perspectiva do legislador é baseada no fato de que, pelo legislativo o hábito é de reduzir escolaridade para contratar, ou quem sabe pela perspectiva de que no executivo, em muitos casos, o cargo de direção serve apenas para pagar altos salários, para comissionados que trabalham com compromisso, recebem salário relevantes, mas exercem funções a quem do que se deve pela nomenclatura de sua cadeira.

Já o indigesto, esse é visto no legislativo por pessoas que vão até a Câmara, por chamado de seus comandantes, e ali aguardam as reuniões para tumultuar, fazer barulho e fazer alarde em meio a situações que deveriam ser encabeçadas pelo diálogo e debate.

Uns gritam quando os da base usam a palavra, outros se exaltam e ameaçam vereador por ir contra, ou investigar o poderio do executivo. E no contexto geral, todas as ações são indigestas para o cidadão e o desenvolvimento político de nossa cidade.

Claro que a militância tem seu lugar, mas quando ela não tem comando, se perde, agride e em momentos onde deveria apenas estar presente mostrando seu interesse no processo, agridem e dão ainda mais voz para quem se posiciona contra o governo, justamente quando a casa esta fragilizada.

E por falar em comando, temos que ressaltar que, surpreendente foi a postura e a condução de quem estava a frente da Câmara. Damos a mão a palmatória, por vezes demos as alfinetadas, mas hoje reconhecemos efetivamente a força da única mulher eleita para o legislativo municipal.

Se a noite foi de aprendizado, a base do prefeito ouviu que palavra não volta atrás, e isso quem ensinou foi uma mulher, que colocou todo o alvoroço e interesse de uma base no seu lugar.

Por fim, trazemos mais uma comparação, lamentável é ver uma Casa passar por dificuldades até de credibilidade por alguns edis, tomarem atitudes pejorativas ao desenvolvimento político de nossa cidade, e indigesto é ver quem enaltece a moral, querer se aproveitar do momento de fragilidade da instituição, para conseguir dar o pulo do gato, e assim obter de forma mais fácil, as condições de promover uma obra que é colocada como benefício popular, mas que apareceu com destaque na reta final de um jogo que se chama eleições 2020.

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