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Editorial

O fato de expor os fatos!

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Basta acontecer um crime ou uma notícia ruim e a imprensa se mobiliza para noticiar os fatos, para reproduzir o acontecido e para que a maior quantidade de detalhes sejam repassados aos leitores, expectadores ou ouvintes.

Parece até mesmo que nós e nossos colegas temos o prazer de noticiar os fatos negativos, seria como se ficássemos torcendo para que uma tragédia ou crime acontecesse para noticiarmos em nossas páginas, noticiários, sites e radio-jornais o que de ruim aconteceu na cidade.

Essa é inclusive a visão de muitas pessoas que insistem em pensar que temos o prazer de dar notícias ruins, com seus detalhes tão bem descritos que chegam a soar como requintes de crueldade.

Para os políticos então, constantemente nós, O Popular, ouvimos falar pelos corredores dos órgãos públicos os quais buscamos nossas pautas, que estamos ali apenas para noticiar as “desgraças” que acontecem pela cidade.

Bom, assumimos esse papel de mensageiros do mal, mas temos um motivo explícito que justifica e determina nossa conduta como imprensa em meio aos fatos e acontecimentos bons ou ruins.

Cada cidadão tem seu papel crucial quanto à busca por uma sociedade mais segura e justa. É comprovado que em locais onde existe maior fluxo de pessoas, com condições inadequadas para que o infrator seja motivado a cometer o crime, os índices criminais são menores.

Segundo os estudos de criminalidade indicam um ato infracional ocorre devido ao fato de se ter condições propícias para o crime, uma motivação para que aconteça um crime e um infrator disposto a aproveitar as oportunidades.

Assim a principal das diretrizes que nos faz noticiar os crimes que ocorrem é a necessidade que se têm de expor para a população quais são essas condições que normalmente são utilizadas pelos infratores.

Noticiar esses fatos tem como objetivo não gerar medo na população, mas orientar o cidadão para que as condições não se tornem propícias, para que assim os infratores não se vejam motivados pela situação e cometa mais crimes.

Quando noticiamos, expomos exemplos de fatos que terminaram de forma lamentável, e se percebermos que boa parte desses crimes poderia ser evitada, chegamos à conclusão de que nosso papel como formador de opinião e canal de divulgação de informações é de relevante importância para a comunidade.

Apesar de em muitos momentos a mídia utilizar do sensacionalismo para prender a atenção da população é necessário deixar claro que essa postura se deve pela necessidade de chamar a atenção do cidadão que não está atento para o que de fato tem acontecido, e assim, passará a entender que o mundo, a comunidade onde está inserido não é um parque de diversão ou uma terra de fantasia.

Nós temos o papel de noticiar o que os políticos fazem de ruim, porque o cidadão precisa  saber qual tem sido a conduta do político que ela elegeu, e a partir daí passará a promover uma análise crítica quanto ao merecimento de um novo voto em tempos futuros.

Hoje em particular com a ampla facilidade de acesso a informação, promovida pelas redes sociais, a imprensa passa a ter um papel de credibilidade e veracidade quanto ao que é exposto, assim temos que estar e noticiar com responsabilidade cada fato ocorrido.

Não queremos que a população tenha medo, ou que um frenesi aconteça na cidade. Como também não temos interesse de maquiar informações pensando em interesses e objetivos subjetivos.

Nós da imprensa temos a responsabilidade de ser a voz, os olhos e ouvidos da população quanto aos crimes e fatos que ocorrem na cidade, temos o papel de expor o que tem acontecido de errado, temos que cumprir nossa missão e levar a você a informação com ela é, sendo ela apetitosa ou indigesta para o senso comum, que tem objetivos nada claros ou transparentes.

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