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Editorial

O corte é necessário, mas que seja feito no lugar certo!

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Em sua ampla maioria os candidatos a cargos políticos têm como uma das principais propostas abordar a necessidade de se desburocratizar a máquina pública.

A justificativa dos candidatos não está amparada necessariamente em reduzir os custos, apesar de que esse será um grande ganho para a máquina administrativa, mas, está relacionada principalmente a funcionalidade dos serviços públicos prestados à população.

De forma geral, utilizar os serviços públicos disponíveis nos mais variados órgãos estatais está relacionado a muita paciência, necessidade de se esperar pelo andamento do sistema que é na maioria das vezes lento e isso em muitos dos casos pelo acumulo de serviço.

É gritante a necessidade de se renovar os órgãos públicos e com isso ampliar sua capacidade de atendimento. Sendo essas algumas das principais medidas para que a máquina seja desburocratizada, ou melhor para que a máquina tenha a energia necessária para ser funcional de acordo com a demanda do município.

Contudo o amparo aos órgãos públicos tem sido uma das lacunas que entra e sai governo, não é preenchida e cabe as administrações municipais fazer investimentos para que os órgãos estatais sejam funcionais.

Nova Serrana conforme anunciado neste Popular, cede mais de 55 servidores, e tem uma despesa superior a R$ 2,5 milhões por ano somente com a cessão destes servidores para que a cidade permaneça funcional em outros órgãos além da prefeitura.

Contudo o fato da cidade ter suprido as carências também gera um efeito como dizem os antigos de se cobrir a cabeça e descobri os pés, afinal, quando se direciona servidores concursados para prestação de serviço em outras instituições se abre precedente para necessidade de se obter novos servidores para prestarem o seu próprio serviço.

Dessa forma o sol é tapado com a peneira, a decadência do serviço público e a inoperância dos órgãos pela falta de recursos humanos é escondida com as brechas viabilizadas por uma gestão que tapa os seus buracos com os cargos comissionados muito provavelmente prometidos durante a campanha eleitoral.

Por muito tempo essas prática foram convenientes, afinal se cria o Marketing positivo de que se está apoiando e investindo em serviços públicos em sua maioria voltados para a segurança, e ainda se abre as vagas que são necessárias para os conchavos e favores prometidos durante o pleito.

O Problema é que quando a casa cai, ou melhor, as finanças colocam o município a beira da decadência, os cortes se tornam necessários, e partindo dai o choque de gestão deve ser aplicado.

Porém a coisa não e tão simples afinal, o município viciou o estado, forneceu por anos, ou melhor falando, dessa gestão forneceu por 21 meses os servidores que eram necessários para manter os serviços ativos e agora, está prestes a retirar os servidores e promover, mesmo que de forma indireto ou indesejada, o caos nos serviços públicos.

Senhores aqui falamos, por exemplo de mais de 55 servidores que fazem com a delegacia seja resiliente, com que o fórum com seu acumulo de serviço tenha andamento dos processos, que fazem com que a Polícia Militar tenha suporte em suas ações.

Sem esses servidores o olho vivo estará morto, afinal quem irá fazer o acompanhamento do vídeo-monitoramento, os policiais? Se for esse o caso, teremos menos militares nas ruas e pra ser sincero, cogitar a retirada do efetivo de qualquer órgão de segurança dos trabalhos ativos é um crime contra a segurança pública.

Entendemos a situação do executivo, da crise vivenciada e fazemos aqui um apelo ao chefe do executivo, repense ou tome essas medidas com cautela e se for para fazer cortes, que sejam feitos de forma mais intensa na própria gestão municipal.

É claro que sete secretários foram exonerados e as medidas tem sido tomadas, mas se olhar com jeitinho prefeito, sem a emoção da política e o comprometimento da analise pela afinidade, você vai perceber que ainda tem muita gente por ai que é desnecessária ou está ociosa.

Sabemos que a cidade está em um momento financeiro complicado, mas dependendo do impacto do fim destes convênios, não só as finanças, mas a segurança da cidade estará em risco e com ela, a qualidade de vida que tanto se prega pela atual gestão estará ainda mais comprometida neste “Novo tempo para todos”.

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