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Editorial

A dor de cabeça está longe de acabar!

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Conversar sempre foi o melhor remédio para os conflitos. A falta de diálogo levou a humanidade para alguns dos seus piores episódios já vivenciados na história de nosso planeta e sempre a falta de maturidade de entendimento e de argumentos gera conflitos e consequências drásticas.

Para que se haja diálogo são necessários dois fatores, um está relacionado a boa vontade de ambas as partes em entender o lado oposto e construir assim um raciocínio que seja benéfico para ambas as partes.

O segundo ponto que é necessário está relacionado a capacidade de argumentação, ou seja, para que haja o diálogo é necessário que se tenha entendimento dos fatores, conhecimento com propriedade do assunto para que assim se formule ideias embasadas e lógicas.

Em Nova Serrana essa diretriz por muito vem sendo criticada e não pela primeira vez, mas em alguns outros momentos de nossa cobertura política o que percebemos é que faltou diálogo e aqui pensamos, isso ocorreu por falta de conhecimento ou por falta de interesse.

Politicamente falando é comum, porém não adequado, que os políticos ao assumirem o poder diminuam o caminho de diálogo com os opositores. Em nossa cidade esse discurso é definitivamente abolido pelo prefeito.

Sendo assim porque vira e mexe ouvimos populares e políticos afirmando que não há dialogo com o executivo, ou que as negativas da prefeitura geraram não somente desconforto, mas insatisfação com os rumos que as coisas tomaram.

Mais recentemente temos como exemplo o episódio do processo relacionado as comunidades de Areias e Areias Brancas. Esse episódio em si foi noticiado não somente devido ao pronunciamento do presidente da associação de moradores dos bairros ocorridos na tribuna da Câmara na ultima terça-feira, mas este Popular acompanhou de perto e até participou de reunião a portas fechadas entre executivo, moradores, vereadores e empresário.

O que percebemos é que no caso além de uma briga política, além de interferência e interesses, além do desejo de tirar a despesa da mão do município (o que a prefeitura entende que é necessário por responsabilidade administrativa), além do interesse político, também existe a falta de conhecimento sobre a questão.

A questão é agravada quando se percebe em uma reunião que o advogado do ex-prefeito é convidado pelos vereadores para dar sua opinião acima do jurídico da casa, quando se percebe que o jurídico da prefeitura discorda do posicionamento dos colegas e entende seria um crime encontrar os jeitinhos na lei, quando se percebe que os vereadores caíram de para quedas tentando tornar simplista o que não é, quando se percebe que os moradores estão mais perdidos do que cego em tiroteio no meio dos movimentos políticos.

No jogo onde todos tem a razão, os moradores os principais interessados no processo ficam perdidos por serem conduzidos por posicionamentos políticos, por promessas e por fatores que publicamente são desconhecidos.

Em meio a isso o interesse dos mesmos passa a ser prejudicado e se a infraestrutura é o sonho de todos as palavras trazidas na Câmara foram claras ao pontuar que, a solução acordada entre prefeitura e empresário não atendem ao que os moradores entendem como ideal.

Em um lugar onde não se tem esgoto, iluminação, pavimentação e consecutivamente não se tem segurança, se imagina que qualquer melhoria é bem vinda.

Assim realmente seria se os moradores não entendessem que nas ações que serão realizadas ali está o futuro da comunidade e pelo que foi colocado, a falta de diálogo deu uma solução para o problema momentâneo, mas a dor de cabeça da população das comunidades em questão está efetivamente longe de acabar.

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