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O buraco é mais embaixo

Willian Barcelos

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Hoje quero destacar uma reflexão que fiz há cerca de 5 anos, quando lendo um artigo que não recordo a fonte, pude perceber o principal problema da administração pública. Vejamos a partir de um simples exemplo: temos um buraco na rua. Se eu perguntar A QUALQUER CIDADÃO qual é a solução, ele responderá imediatamente: tapá-lo. Pois bem. Se sabemos que há um problema. Se sabemos qual a solução. Por que não a executamos?

Os motivos são os mais diversos; as justificativas também. Por exemplo: falta de verba, recursos humanos, planejamento, interesse, conhecimento técnico, etc. Dito isso, a solução para o problema do buraco não é simplesmente tapá-lo. A solução é superar a incompetência que nos impede de tapá-lo.

Onde quero chegar?

Quero demonstrar que a solução para quaisquer problemas da cidade é a mobilização de pessoas honestas, inteligentes e proativas. Pois na verdade, tais problemas são reflexos de incompetência administrativa e não de “casos fortuitos”. A ponte caiu? A solução é reconstruí-la. Pronto! Já sei a solução. Mas o que preciso para reconstruí-la? É sobre esse problema que devo debruçar-me.

Mas será que estamos diante de pessoas incapazes no Brasil? Acredito que não. Pode ser desinteresse mesmo. Pois seria subestimar a inteligência de muitos governantes, que a cada dia nos demonstram que possuem um dom infinitamente maior que o nosso para convencer milhares de cidadãos que suas escolhas são boas. Assim o fazem porque estão, normalmente, munidos de um discurso alienante, e que requer profundo conhecimento político, social e psicológico.

Além disso, possuem um esquadrão de servidores que deveriam estar nas ruas, em contato com os problemas, ou dentro de uma sala, estudando as soluções. Mas estão nas ruas ou nas salas com um telefone na mão, acessando alguma rede social, defendendo o buraco e não a solução para tapá-lo.

A população não quer justificativa para a existência do buraco. Ela quer a solução para a solução. Visto que esta é propriamente tapá-lo, enquanto aquela, corresponde à viabilização para que o mesmo seja tapado.

Por essas e outras que não podemos aceitar o vitimismo. Se antes o discurso era que se casou com a viúva deve levar os filhos. Hoje, os filhos são renegados, enquanto a viúva se desgasta ano a ano. Vamos pensar para a frente, em busca de soluções para os problemas que podem ser solucionados. Afinal, aquilo que não tem solução, solucionado está.

WILLIAN FERREIRA CARLOS BARCELOS é professor e agente político. Licenciado em História, especialista em Administração Pública, Docência do Ensino Superior, Gestão de Recursos Humanos e Meio Ambiente, mestre em Educação, Cultura e Organizações Sociais.

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