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Nova Serrana registra média de um incidente com escorpião a cada cinco dias

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Com a chegada do verão Secretaria de Saúde, alerta populares e redobrarem atenções para evitarem incidentes, Ministério da Saúde orienta sobre cuidados e prevenção

O período do verão entre os meses de dezembro e março exige maior cuidado dos brasileiros em relação aos acidentes com escorpiões, já que o clima úmido e quente é considerado ideal para o aparecimento desse tipo de animal peçonhento, que se abriga em esgotos e entulhos. A limpeza do ambiente e a adoção de hábitos simples, de acordo com o Ministério da Saúde, são fundamentais para prevenir picadas.

Em Nova Serrana cidade que tem como características um clima quente e muitos lotes e áreas vagas a atenção da população tem que ser redobrada.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde durante todo o ano de 2018 foram registrado 79 incides de picadas durante todo o ano, ou seja a cidade obtém uma média de pelo menos um caso por semana no último ano.

Em 2019 ainda não foram registrados incidentes e os de 2018 não foram de maior gravidade, contudo a Secretária Municipal de Saúde, Glaucia Sbampato ressalta que os populares devem se manter atentos. “Apesar de não termos registros ainda em 2019 e de todos os casos de 2018 serem com menor gravidade, a quantidade de registros demanda uma atenção especial da população para evitar que transtornos maiores possam acontecer. Os incidentes são doloridos e podem vir a causar consequências mais graves”, ressaltou a secretária Municipal de Saúde, Glaucia Sbampato.

Prevenção

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram contabilizados 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões no Brasil. Em 2017, foram 125 mil registros. Os números, de acordo com a pasta, ainda são preliminares e serão revisados. Em 2016, foram 91,7 mil notificações. Em relação às mortes, 115 óbitos foram registrados em 2016 e 88 em 2017

Diante dos números de ocorrências o Ministério da Saúde aponta que em ambiente urbano, a orientação para evitar a entrada de escorpiões em casas e apartamentos é usar telas em ralos de chão, pias e tanques, além de vedar frestas nas paredes e colocar soleiras nas portas.

Os cuidados incluem ainda afastar camas e berços das paredes e vistoriar roupas e calçados antes de usá-los. Já em áreas externas, a principal dica é manter jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico.

Também é importante manter todo o lixo da residência em sacos plásticos bem fechados para evitar baratas, que servem de alimento e, portanto, atraem os escorpiões. Outra recomendação é manter o gramado sempre aparado, não colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos e usar luvas e botas de raspas de couro na hora de manusear entulhos e materiais de construção e em atividades de jardinagem.

O ministério não recomenda o uso de produtos químicos como pesticidas para o controle de escorpiões. “Estes produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes”, informou.

Populações mais expostas

Os grupos considerados mais vulneráveis são trabalhadores da construção civil, crianças e demais pessoas que permanecem grande parte do tempo dentro de casa ou nos arredores e quintais. Nas áreas urbanas, também estão sujeitos a picadas trabalhadores de madeireiras, transportadoras e distribuidoras de hortifrutigranjeiros, que manuseiam objetos e alimentos onde os escorpiões podem estar escondidos.

Acidentes

A maioria dos acidentes com escorpiões, segundo a pasta, é leve, com quadro de início rápido e duração limitada. Nessas situações, a pessoa apresenta dor imediata, vermelhidão, inchaço leve por acúmulo de líquido e sudorese localizada, com tratamento sintomático.

Crianças abaixo de 7 anos têm mais chance de apresentar sintomas como vômito e diarreia, principalmente quando picadas por escorpião-amarelo, que pode levar a casos graves e requer a aplicação do soro em tempo adequado

As recomendações incluem ir imediatamente ao hospital de referência mais próximo e, se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie. Limpar o local da picada com água e sabão, de acordo com o ministério, pode ser uma medida auxiliar, desde que não atrase a ida ao serviço de saúde.

 

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