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Nossos erros se repetirão se não aprendermos a lição…

Léo Junqueira

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O que mais incomoda uma perspectiva são os erros que se repetem. E erros não faltam na justiça brasileira. São situações tão macabras, que acabam se tornando assuntos de grande importância, quando não deveriam nem existir.

Ao acompanhar os debates sobre a cassação dos vereadores em Nova Serrana, me senti como o “bobo da corte”, que vendo os acontecimentos nefastos tem que aplaudir as conclusões absurdas.

Se todos os edis estivessem 99% certos, apenas o 1% restante justificaria uma investigação. E sendo comprovado o delito o investigado teria que deixar o cargo ou função. No momento essa questão continua se arrastando. São vereadores recebendo seus soldos sem trabalharem, processos que são empilhados sem solução e a cada “mexida no doce” causam mais náuseas na população.

A Câmara Municipal de Nova Serrana vem se mostrando um autêntico picadeiro, mas deveria ser transformado num pelourinho, onde eram castigados os infratores das leis. Advogados e defensores devem fazer mesmo o que fazem. Devem se basear nas leis e seus argumentos. Mas, como legitimar decisões da lei, quando as mesmas foram criadas num tempo, que os “Orelhões” eram equipamentos modernos para facilitar a comunicação entre as pessoas?

Como aceitar as leis, que foram feitas para garantir direitos hoje claramente imorais? Condenados se encontram soltos, gente honesta é presa, liberdades constitucionais violadas e a inversão de valores não tem fim. Não há o que comemorar e muito menos do que nos orgulharmos.

As instituições públicas apresentam uma relação de afrontas ao que há de mais importante para uma sociedade. Mas as atitudes das pessoas responsáveis em atenuar os erros é ainda mais lamentável. Com certeza, quem cala consente! Mas quem se acovarda, trai a si próprio e a todos.

Infelizmente é o que assistimos e o que temos a contar para as gerações futuras. A vergonha vem criando musculatura nas decisões da Câmara Municipal e ainda bem, que neste ano, mesmo contra todas as probabilidades, poderemos trocar os atores deste circo de horrores.

Para nossa tristeza o rosto encoberto pela máscara que cai é mais pavoroso que a “carranca”. Nossos erros se repetirão se não aprendermos a lição…

E quem venham as eleições de 2020!

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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