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Editorial

Não é preconceito é questão de valores

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Nesta semana um vídeo de um suposto professor em uma escola de educação infantil dançando funk e ensinando para as criancinhas de 4 e 5 anos de idade a colocarem as mãos no joelho e rebolar com músicas que em sua maioria tem apelo sexual e violento ganhou as redes sociais.

Em meio ao debate levantado, inclusive por um advogado de Nova Serrana, alguns dos internautas carregavam consigo a ideia de que o debate era preconceituoso contra o gênero musical, e questionavam, hoje as pessoas não relacionam a violência ao rock n’roll por exemplo.

Bom caro leitor, aqui então vamos tratar não sobre música em si, mas sim sobre valores. Sobre os rumos que a sociedade tem tomado, sobre o que tem sido banalizado e o que tem sido valorizado por uma sociedade que sim, podemos considerar doente.

Nesta quinta-feira, o mundo chorou com as 17 vítimas de um atentado terrorista nos EUA, onde um rapaz de 19 anos que havia sido expulso da escola alguns anos atrás, por mau comportamento, invadiu a instituição e descarregou tiros de um fuzil AR 15 (utilizado pelas forças militares brasileiras), contra alunos e professores da escola.

Nessa escola um professor, na verdade, o treinador do time de futebol morreu entrando na frente de alguns alunos enquanto o homicida trazia o terror. Este professor deu sua vida pelos seus alunos.

Em 2017 tivemos ainda um caso que comoveu todo o Brasil, quando um homem entrou em uma creche na cidade de Januária e ateou fogo em crianças, deixando vários feridos e 12 mortos. Nesse episódio de terror uma professora se sacrificou e veio a morte tentando salvar a vida de crianças.

Esses caros leitores, são valores que gostaríamos de ter propagados entre os profissionais da educação; honra e moral são coisas que devem ser ensinadas, pregadas, repassadas às nossas crianças, porque senão, uma geração de atiradores em escolas, de loucos que ateiam fogo em crianças, uma geração de filhos sem pudor e sem limites, uma geração marcada pela imoralidade surgirá de maneira inevitável, e assim sendo, remediar não será uma opção plausível.

Falam sobre violência, falam sobre drogas, falam sobre abuso sexual, como crimes do mais alto calão contra a vida, e entender ser normal que um lixo auditivo, marcado por uma batida contagiante e palavras imundas ditas por pessoas que não sabem conjugar um verbo é uma manifestação saudável para nossas crianças é no mínimo inadequado, inapropriado, é na verdade um ato de violência.

A violação dos direitos sexuais de crianças e adolescente têm diversas formas de expressão que vão além da agressão física e psicológica. De acordo com o Art. 227 da constituição federal:

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.(BRASIL,2015)”

E não para por ai de acordo com o artigo 213, caput do Código Penal, o estupro é definido como sendo o ato de:

constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.

A questão é que buscamos tamanha liberdade que tornamos o que é criminoso algo liberal, e tentamos nos livrar de valores por acharmos que são retrógrados, e assim afirmamos que ensino religioso é contra a moral, mas permitir exposição de conteúdo vulgar e sexual de forma libidinosa se torna uma manifestação artística ou social.

É bom ainda lembrar que em nossa cidade o funck é proibido por lei de ser tocado em instituições de ensino, mas o que realmente nos preocupa não é o fato da musica ser tocada. Ela é apenas a consequência de uma sociedade que a anos está doente e que não admite suas limitações para serem tratadas.

Se continuarmos assim, o certo será o errado, e o errado será certo, os limites e regras sociais que tornam a humanidade racional, serão abandonados, e a sociedade não será mais tão organizada. Se continuarmos assim em breve vamos perceber que o ser humano, deixou de SER, HUMANO já há algum tempo

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