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Defesa civil

Mesmo com entrega de 42 toneladas de doações em MG Cruz Vermelha afirma: Ajuda ainda é necessária

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Há dez dias atuando em apoio à Defesa Civil de Belo Horizonte e o Corpo de Bombeiros, a Cruz Vermelha já distribuiu cerca de 67 mil litros de água potável e 42 toneladas de doações para pessoas afetadas pelas fortes chuvas que afligem moradores de Minas Gerais nas últimas semanas.


O órgão, que no primeiro momento focou sua operação na região metropolitana de Belo Horizonte, agora expande as ações para os entornos do Vale do Rio Doce, em Governador Valadares e municípios próximos.

A primeira região onde a instituição atuou foi na Avenida Tereza Cristina, dando suporte para os órgãos do Estado e buscando nutrir a população com água e alimentação.

“A campanha para arrecadação de doações, que iniciamos no começo das tragédias, não tem data para acabar e ainda há muito a ser feito. Trabalharemos até que conseguimos sanar o maior número de pessoas possível”, ressalta Bernardo Eliazar, diretor de Projetos e Captações da Cruz Vermelha no Estado.

O efetivo da Cruz vermelha conta com 15 veículos para entrega de doações em todo o Estado e, nesta quarta-feira (28), haverá reforço com mais quatro caminhões na frota.

São mais de 60 voluntários que trabalham na região metropolitana em apoio à equipe de 20 pessoas da instituição nos arredores da capital. No Vale do Rio Doce, a Cruz vermelha angariou 38 voluntários que atuam ao lado de dois agentes próprios da entidade.

“A maior necessidade agora é de água, cestas básicas e material de limpeza e higiene pessoal. Felizmente, não precisamos mais de roupas. No interior, ainda há demanda para colchões e cobertores”, explica Eliazar.

São dois pontos de doação principais na capital: um no bairro Betânia, regional Oeste de BH, na rua Úrsula Paulino, 1555. O outro, na Avenida Ezequiel Dias, 427, na região Centro-Sul.

Produtos vencidos

Apesar da gravidade das tragédias ocorridas devido às chuvas, que desalojaram ao menos 28 mil pessoas no Estado e deixaram 4,1 mil desabrigados, parte das doações recebidas pela Cruz Vermelha foi de alimentos com o prazo de validade vencido e roupas inviáveis para uso.

O diretor da entidade ressalta que esse tipo de repasse atrapalha a operação da instituição, aumentando o tempo de curadoria necessário para distribuição dos insumos.

“Às vezes, pessoas ‘limpam’ suas casas com coisas que não querem mais e entregam nos pontos de atendimento, sem atenção à qualidade do que estão repassando. Só doe o que você usaria, é algo básico que precisamos ressaltar”, desabafa Eliazar.

Pontos de atendimento da Cruz Vermelha em BH

Rua Úrsula Paulino, 1555, bairro Betânia

Alameda Ezequiel dias, 427, Centro

Fonte: O Tempo / Lucas Negrisoli

Foto: Cruz Vermelha/Divulgação

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