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‘Lista suja’ do trabalho escravo: veja as cidades do Centro-Oeste de Minas que aparecem na atualização de outubro

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O governo federal atualizou, na segunda-feira (6), a chamada “lista suja” do trabalho escravo, que reúne os nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. Minas Gerais é o estado com o maior número de empregadores incluídos.

Nesta edição, 11 cidades do Centro-Oeste de Minas aparecem no levantamento: Abaeté, Araújos, Bambuí (2 registros), Candeias, Cláudio (2 registros), Córrego Danta, Divinópolis, Estrela do Indaiá, Luz, Perdigão e São Gonçalo do Pará.

A atualização da lista é realizada semestralmente, nos meses de abril e outubro, e visa dar transparência aos atos administrativos que decorrem das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão, segundo o Ministério do Trabalho.

Os nomes dos empregadores só são adicionados ao cadastro após a conclusão do processo administrativo, quando há uma decisão definitiva e sem possibilidade de recurso. Cada nome permanece publicado por dois anos. Entenda mais abaixo.

No, 159 empregadores foram adicionados ao cadastro nacional, o que representa um aumento de 20% em relação à última atualização. Desse total, 101 são pessoas físicas e 58 são empresas.

Veja a relação dos resgates na região:

Como alguém vai parar na ‘lista suja’?

  1. Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais.
  2. Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado.
  3. Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa.
  4. Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso.

⚠️ Como denunciar?

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota no Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.

Este é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.

A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.

Fonte: g1 https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2025/10/07/lista-suja-do-trabalho-escravo-veja-as-cidades-do-centro-oeste-de-minas-que-aparecem-na-atualizacao-de-outubro.ghtml

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