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Jovem e a dificuldade no mercado de trabalho em meio a pandemia

Maycon Vinícius

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Esta semana irei abordar a dificuldade do jovem da chamada Geração Z, na busca por inserção no mercado de trabalho, situação que já complicada pois o jovem recém formado historicamente sempre enfrentou certa dificuldade para adentrar no mercado de trabalho, porém com a pandemia em a tanta dificuldade tem ocasionado uma situação ainda pior.


A avaliação da OCDE é reforçada por dados recém-divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), estima que 1 em cada 5 jovens do mundo tenha tido que parar de trabalhar por culpa da pandemia, os que conseguiram se manter empregados tiveram sua jornada reduzida, em média de 23%.

Vejo que o jovem não é uma grande vítima da pandemia do ponto de vista sanitário, mas é do mercado de trabalho, ele sentirá o impacto na sua vida profissional, começam a trajetória em um ponto mais baixo e a curva de ascensão profissional fica comprometida.

Outro fato que demonstra a situação do jovem segundo a Pnad Contínua, a taxa de desocupação entre os jovens de 18 a 24 anos foi de 31,4% no terceiro trimestre de 2020 – mais do que o dobro da média de desempregados do País no mesmo período, que está em 14,6%.

Outro ponto, é a pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) com 8.465 pessoas de todos os Estados formadas entre o fim de 2019 e de 2020 mostrou que apenas 14,87% delas conseguiram trabalho na área de atuação em até três meses de formados, uma pesquisa anterior, que contemplou o período de 2014/2018, a parcela era de 27,02%.

Apesar de a baixa escolaridade ser um fator que diminui as chances de empregabilidade dos jovens, quem tem ensino superior também encontra dificuldade no mercado. Segundo pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), feita com recém-formados entre 2014 e 2018, cerca de 45% dos graduados estão desempregados.

Embora a taxa de ocupação ultrapasse 50%, apenas cerca de 25% conseguiram trabalho na área de formação em menos de três meses. Enquanto isso, aproximadamente 21% migraram para outras áreas de atuação diferentes da de formação. Dentre os desempregados, 18,76% estão há mais de um ano em busca de emprego.

Empreendedorismo é uma saída para eu tentar driblar o momento, é uma válvula de escape, o mercado digital tem se mostrado forte expoente não apenas para o jovem, mas para a população de modo geral.

O momento é desafiador o jovem precisa se lapidar para tal situação em termos de magnitude, vamos ter uma queda similar à Depressão de 1929 estima especialistas. Profissionais entendem que o jovem precisa ter autoconhecimento e entender quais são os seus pontos fortes, os pontos fracos, onde ele vai conseguir contribuir naquela corporação, e também o que ele pode trazer de novo, currículos atrativos e sem informações em excesso, analisar de forma profunda sobre as empresas que se candidatar, ter foco, disciplina e comprometimento, saber suas qualidade melhorar os pontos que possui dificuldade, elabore experiências serão vistas pela empresa, e demonstre a vontade em aprender e a capacidade de desenvolvimento.

Com a pandemia é complexo e desafiador, mas como todo momento delicado a pandemia será passageira e o jovem atualmente terá que se sobressair entre tantos concorrentes e enfrentar a crise deste cenário e manter a esperança em um futuro melhor, é desafiador, mas faz parte do processo pelo sonhado emprego.

MAYCON VINICIUS RODRIGUES BUENO, é graduado em Contabilidade e Pós Graduado em Gestão Estratégica pela FANS- Faculdade de Nova Serrana e atualmente estudante de direito pela mesma instituição.

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