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Câmara Municipal de Nova Serrana

Com choro e em tom de “ameaça” Jadir Chanel se defende e diz que abrirá outros processos se abertura de sua cassação fosse aprovada

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Jadir Chanel e Pastor Giovani Máximo são os novos vereadores que estão sendo investigados em um processo de cassação que teve sua denúncia acatada pelo legislativo municipal na última terça-feira, dia 27 de maio.

Os edis que são os lideres do governo executivo na Câmara de Nova Serrana foram denunciados por quebra de decoro em prática de nepotismo que foi praticada no gabinete do vereador Jadir Chanel entre os anos de 2017 e 2018.

Durante a reunião ordinária da última terça, ao ser colocado em deliberação para o plenário a denúncia feita pelo vereador afastado Osmar Santos, que também responde por um processo de cassação, Jadir e Pastor Giovani usaram a palavra e manifestaram suas primeiras considerações no sentido de se defenderem das acusações feitas na denúncia.

Confira parte das falas de Jadir Chanel

Jadir iniciou seu discurso pedindo a atenção do edis e considerando que toda mentira vem do diabo “o principio que tenho de fé é a palavra de Deus a bíblia sagrada, tenho por fé que a verdade tem que ser dita e tudo que passar da verdade é procedência do diabo”.

O vereador apontou que a denúncia de nepotismo foi feito junto ao MP somente após Jadir ter se pronunciado junto ao MP indicando várias irregularidades cometidas no legislativo.

“O que eu refiro é que essa denúncia ao MP foi feita pelo Osmar Fernandes dos santos, depois de eu ter denunciado seis assessores afastados, depois de eu levantar o cabide, porque o presidente sentou a mesa com 82 servidores na câmara e foi tirado  do seu cargo com 110 servidores… São várias as denúncias, a questão dos salários que queria passar para R$ 12 mil, que queriam tirar o limite e poderia ter até 10 assessores. Não fiz nada mais do que a minha responsabilidade de zelar. Eu não fui em rádio, em mídia, demorou seis meses para notificar”.

Seguindo em suas considerações, Jadir Chanel questionou aos edis se ele teria dado algum prejuízo ao município com o nepotismo denunciado e acordado no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

“Não subi em palanque para promover a desgraça deles, eu dei algum prejuízo, o meu assessor deu algum prejuízo, isso é porque eu mexi no que ele tinha de movimentos para ganhar vantagem, eu tirei a possibilidade dele tirar vantagem”.

Emocionado e chorando Jadir apontou que “jamais imaginava passar por um momento desse por defender a verdade, por defender o que é correto… É uma vergonha mas cabe aos colegas para ter entendimento e o voto. Diante de Deus nenhum dos nossos colegas  pode dizer que eu fui pedir voto, para não votarem em mim”.

Após várias considerações serem feitas pelos demais vereadores do legislativo, Jadir retomou a palavra e questionou aos edis se por acaso algum deles tinha consciência do que é uma sumula antes de entrar no legislativo.

“Aqui tem sete vereadores quando o senhor Leandro Willi trouxe uma palestra pra nós sentados nessa cadeira, eu falei com a promotora, ele não falou sobre isso, eu morro mas morro falando a verdade eu não conhecia a palavra súmula. Eu pergunto aos colegas, se vocês sabiam dessa palavra? Se sabiam podem votar. O meu advogado vai ser juiz depois (alusão a questão religiosa, indicando que o advogado dele é Deus). Se você souber antes de sentar nessa cadeira a palavra súmula meu advogado não é vingativo ele é justo é fiel”.

Seguindo emocionado, Jadir afirmou: “Eu assinei esse bendito TAC porque eu não tenho nenhuma infração de trânsito, nem a denúncia o processo que a vereadora Terezinha falou que iria abrir não consta lá, é por isso que eu assinei não queria ter o primeiro processo na minha vida, porque tenho a alma limpa”.

Continuando suas falas, em alta voz, apesar de negar, Jadir chegou expor em tom de ameaça, que se o procedimento fosse aceito pelos edis ele iria expor outros processos no plenário.“Da mesma forma, eu não estou fazendo ameaça, mas se for aceito eu vou abrir outros processos aqui”.

O vereador ainda considerou que não denunciou quem trabalha mas sim quem recebia para não trabalhar. “Eu não denunciei quem trabalha, eu denunciei quem recebia R$ 2.700 sem trabalhar, a consciência é suas, eu não vou persuadir de forma alguma, eu estou falando assim porque é meu jeito de falar, mas a sua consciência Deus vê”.

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