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Editorial

Hora de pensar nos próximos 100 mil habitantes

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Ter 100 mil habitantes é para poucos e Nova Serrana agora é um destes municípios que pode bater no peito e se colocar como uma das maiores cidades de Minas também em número de habitantes.

Nosso município vem a passos largos se colocando como uma potência econômica, sendo o maior polo da indústria de transformação calçadista de Minas Gerais, e agora, também se impõe por ter mais de 100 mil habitantes e um potencial enorme a desenvolver pela frente.

Temos que avaliar este número de 100 mil habitantes por algumas perspectivas e a primeira delas é, chegamos a tal resultado com administrações que não necessariamente proporcionaram uma infra-estrutura adequada para tal fato.

Somos uma cidade que tem um quantitativo populacional de cidades relativamente grandes para Minas, mas, não temos as condições adequadas para tal conquista. Talvez se planejada, nova Serrana poderia hoje ter resultados de crescimento ainda mais expressivos, mas não, estamos limitados.

Limitados a uma economia que depende exclusivamente de um produto. Tudo bem, enquanto existir ser humano, existem pés para serem calçados, mas economicamente, estamos a mercê de outros mercados que, se forem mais agressivos podem causar uma crise em uma cidade de 100 mil habitantes que tem apenas um produto a oferecer.

Se tratando de economia, ainda temos uma infra-estrutura que não acompanha o potencial industrial, ainda temos ruas sem asfalto, sem esgoto, e a água, bom melhor nem falar nisso, porque o crime cometido pelos ex-gestores de formarem contratos esdrúxulos e colocarem a cidade refém da estatal, é algo que mostra a despreocupação com o futuro, ou melhor com o presente que vivenciamos.

Nossas ruas não são adequadas para uma cidade de grande porte, nossas escolas não comportam necessariamente a demanda, e até nelas as condições não são adequadas como deveriam ser para que as crianças, nosso futuro, tenham as melhores perspectivas possíveis.

Se a critica nesse sentido magoa alguém, basta falar que temos crianças estudando em anexos, que temos demanda por vagas em creches e que crianças praticam educação física em escolas com quadras sem cobertura, e bibliotecas são algo limitado e longe de ser o ideal, percebemos que existem até em uma das áreas com mais recursos e bem acolhidas, fragilidades a serem preenchidas.

Se tratando de saúde, temos obtido melhoras, mas somente depois de termos 100 mil habitantes teremos um hospital na rede de urgência do estado, somente depois de 100 mil habitantes teremos um hospital particular, somente depois de 100 mil habitantes, perceberam que investir em saúde, não é dar remédio, é evitar que as pessoas adoeçam.

Em uma cidade de 100 mil habitantes há crimes, e por vezes fomos considerados a cidade mais violenta de Minas, mas atualmente longe disso, temos obtido investimentos e melhorias, que, não são permanentes, e isso pode ser visto quando lembramos que promessas de doações de viaturas foram feitas, e não cumpridas.

Um vereador soprou que emendas impositivas poderiam ser feitas nesse sentido. E se depois de termos 100 mil habitantes alguém ainda acreditar nessa balela, bom é porque não acompanha de perto a lamuria que gira em torno dessa promessa que se cumpre apenas na perspectiva dos gestores, porque muitos dos beneficiados, até hoje não viram a cor das verdinhas.

Somos uma cidade de 100 mil habitantes onde se discute sobre botar ou não uma lixeira na porta de casa, onde uma CPI é tratada como irrelevante, onde se tem outdoors de propagandas, mas não tem populares com sorrisos nos rostos, onde se tem uma gestão comemorando a entrega de uma obra que deveria durar 90 dias e foi entregue um ano e meio depois.

Temos 100 mil habitantes, mas a preocupação política faz com que o desenvolvimento não seja como desejávamos, e daqui para frente temos que mudar essa condição, e aqui deixamos claro, não se trata de prefeitos e vereadores, se trata do cidadão, do empresário, do trabalhador, do eleitor de Nova Serrana.

A responsabilidade de desenvolvimento está no voto daqueles que escolhem quem assume o poder, e de forma medíocre governa a cidade por quatro anos, sem planejar os próximos 50.

Queremos finalizar afirmando que apesar de alguns pontos serem muito bem encaixados no atual momento de nossa cidade, essa não é uma critica direta ao atual prefeito e sim a todos os políticos de nossa cidade, que são eleitos pela população, afinal, está na hora dos 100 mil habitantes pararem de olhar par o hoje, e planejarem uma cidade para os próximos 100 mil que virão, e assim sermos tão grande como sonhamos, como queremos.

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