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Editorial

Estratégias equivocadas predizem a perda do poder

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Na redação do jornal O Popular, somos todos fãs de esportes. O editor adora futebol e tem seu time do coração que em Minas usa as cores preto e branco, já nosso jornalista Thiago Monteiro, gosta de várias outras modalidades esportivas e em particular pratica e é apaixonado por futebol americano.

Toda modalidade esportiva é movida por uma estratégia e na prática a equipe que melhor executa sua estratégia, que melhor pensa seus movimentos e os pratica com astúcia, pragmatismo e comprometimento tende a ser bem sucedido ao final da partida.

O Xadrez também é um esporte que tem essa premissa, e se você deseja ser vencedor de uma partida, é necessário que você meça minimamente cada movimento, entenda os impactos que eles vão causar, e ainda antecipe as jogadas de seus adversários.

Na política caros leitores, essas diretrizes do esporte se aplicam de forma bem peculiar. O fato é que se os políticos não medirem suas palavras, passos e projetos eles podem perder a partida antes mesmo que ela comece.

Nas duas últimas reuniões da Câmara Municipal o que vimos foi exatamente esse quadro. O grupo que se manifesta como oposição do executivo municipal, deu entrada nas duas últimas semanas em projetos que se caracterizariam como uma verdadeira pancada no queixo do executivo, contudo, a estratégia não foi bem pensada, os passos dos adversários não foram medidos meticulosamente.

Devido a uma leitura ineficaz, que pode ter sido motivada pelo fato da oposição ter adquirido poder por estar à frente da casa, cegou os líderes de um projeto que tem se colocado contrario aos desejos do atual prefeito.

A consequência então foi a proposta de projetos seriam derrotados em plenário e tiraria a força de uma oposição que vem se mostrando ferrenha e intensa contra a atual gestão.

Contudo será que a retirada já não se caracteriza como uma derrota? Se olharmos atentamente para os fatos ocorridos na reunião da última terça-feira, podemos perceber que o projeto não foi votado, ou aprovado porque os vereadores da base da presidência optaram por não votar junto à proposta do líder da oposição.

Chiquinho do Planalto ficou do lado dos empresários, e de repente, devido à pressão popular, alguns dos legisladores da base se omitiram em sujar ou não suas mãos com as terras das invasões.

Como é de praxe entre políticos fracos, populistas e sem propostas e argumentos políticos, alguns ali lavaram suas mãos e durante a reunião se posicionaram como uma possível abstenção.

O presidente se viu na noite de terça-feira, em uma situação onde aqueles que deveriam estar do seu lado se omitiram e para que a pancada não fosse maior, a retirada estratégica pela segunda vez seguida foi a solução que desceu pela garganta dos opositores como um derrota e quase desentalou o grito de vitória e deboche por parte da base do executivo.

Executivo que por sinal enviou espiões para a Câmara e vem tentando envolver e descobrir como a cidade tem se posicionado diante dos erros e acertos cometidos pela atual gestão.

Junto à imprensa, um dos pardais de Euzebio se posicionou e ficou durante toda a reunião copiando e reproduzindo para Deus sabe quem aquilo que os profissionais da imprensa comentavam e repartiam de informações sobre projetos e as ações do executivo, o que inicialmente foi hilário, mas em segundo momento gerou um determinado desconforto.

Ainda falando sobre o espião, em um parênteses imaginário pontuado nesse editorial mandamos ainda o recado direto para a atual gestão, a forma como está sendo feita essa aproximação (ou pesquisa de mercado) é inadequada, se quiserem saber o que pensamos vocês tem duas opções, nos perguntem diretamente ou leiam nossos jornais, nós do Popular particularmente temos um portal muito informativo por sinal.

Voltando à Câmara e à política, percebemos que no ano de 2017 as jogadas de Euzebio nesse jogo de xadrez chamada política, foram mal calculadas e a estratégia não foi eficaz afinal o executivo perdeu parte de sua base e consecutivamente a maioria na Câmara de Nova Serrana.

Agora vivenciamos um momento semelhante ao do ano anterior, contudo dessa vez os protagonistas são os vereadores e a presidência da casa, que se não abrir bem os olhos, cometerá o mesmo pecado que o colocou no poder e gradativamente, o somativo de movimentos mal planejados e calculados podem custar a perda do poder que até aqui foi adquirido pelo grupo que se posiciona como oposição ao executivo municipal.

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