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Apesar de fazer a sua melhor partida na Copa, seleção brasileira ficou no “quase” e está fora das quartas de final

Chico Maia

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Há tempos a seleção feminina brasileira não fazia uma partida tão brilhante bonita de se ver jogar. Melhor atuação nessa Copa da França, sem dúvida, mas infelizmente não o suficiente para passar pelas anfitriãs e chegar às quartas a final.

Além do ótimo time francês, jogadoras fundamentais ao time do Vadão, como Formiga e Cristiane não aguentaram jogar o tempo todo e saíram nos momentos finais e tempo extra. Também contou com a infelicidade da Debinha, de perder um gol, cara a cara com a goleira da França, quase no fim da prorrogação. O surrado “quem não faz leva” prevaleceu e no início do segundo tempo da prorrogação, Henry, marcou o gol que garantiu as francesas na próxima fase. Única falha da defesa brasileira nessa partida, que não viu a atacante francesa entrando no meio da zaga para esperar o cruzamento. Gol que fez lembrar o do, também Henry, da França que eliminou o Brasil na Copa da Alemanha em 2006.

Essas jogadoras da seleção merecem todos os aplausos da torcida brasileira

O futebol feminino no Brasil é embrionário, começando querer se tornar profissional agora. A prática é pouco desenvolvida no país, raros incentivos e ainda enfrenta desconfianças e preconceitos. A dura realidade é que quase não há entusiasmo do torcedor brasileiro com o futebol das mulheres. Pode ser, que talvez, daqui há muitos anos o quadro mude.

Países como os Estados Unidos, Alemanha, Suécia e Noruega, que têm tradição nesta modalidade, começaram a incentivar a prática nos anos 1970, levando o futebol feminino inclusive para as escolas e universidades.

A seleção que disputou a Copa da França fez muito mais bonito do que o esperado, em função das condições físicas precárias das principais jogadoras e das dificuldades do período de preparação. E não será fácil a reposição de peças para vagas que serão deixadas por Marta e demais colegas mais veteranas, que carregaram o time nessa Copa. Vadão e qualquer treinador da seleção tem e continuará tendo as maiores dificuldades possíveis, a começar pela “conta do chá” de jogadoras de qualidade. Se no masculino não estamos vendo o surgimento de craques como em outros tempos, imagine no feminino

CHICO MAIA é jornalista formado pelo Uni-BH (antiga Fafi-BH) e advogado pelo Unifemm-SL. Trabalhou nas rádios Capital, Alvorada FM, América e Inconfidência. Na televisão, teve marcante passagem pela Band Minas e também RedeTV!. Foi colunista do jornal Hoje em Dia e atualmente escreve para os jornais O Tempo, Super Notícia e participa às terças-feiras do programa Rádio Vivo, da Rádio Itatiaia, apresentado por José Lino Souza Barros. Começou na Rádio Cultura de Sete Lagoas, cidade onde fundou o Jornal Sete Dias. Cobriu as Copas do Mundo do México, Itália, Estados Unidos, França, Coréia/Japão, Alemanha e África do Sul. Também cobriu os Jogos Olímpicos de Atlanta, Sydney, Atenas, Pequim e Londres, além da Eurocopa 2012 e várias Copas América.

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