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Editorial

Escoando pelo ralo

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Na capa desse Popular trouxemos como notícia principal mais um grande problema vivenciado no estado por falta de recursos. A saúde na região centro-oeste está a beira de um colapso, o governo alega que não tem recursos e a possibilidade de um Caos está instaurada e cada vez mais presente.

Ouve-se todos os dias que as administrações municipais estão sem dinheiro. A crise tem derrubado a arrecadação dos municípios, dos governos. Brasília parou de derramar recursos nos municípios e obras nos quatro cantos do País, e as promessas de campanha estão cada vez mais limitadas.

Salários têm sido atrasados, serviços têm deixado de ser prestados, e os municípios apontam que a falta dos repasses tem causado estragos nas administrações. Porém aqui pelos lados de Nova Serrana, o discurso não condiz necessariamente com o que se tem noticiado.

Por aqui temos visto, por exemplo, como pontuado na última entrevista do chefe do executivo para com esse Popular que as pessoas têm ideia de que o município é rico, contudo não acompanham o fato de que as demandas do município são significativamente altas diante da arrecadação, principalmente em tempo de crise.

Mas será que a dificuldade do município gira mesmo em torno somente da demanda, da falta de recursos, ou também não está relacionada ao fato de que erros pitorescos de administração podem estar sendo cometidos.

Temos ouvido recentemente denúncias, e pontuações que sendo averiguadas e constatadas será exposto que muito dinheiro está indo pelo ralo.

Somente com aluguel de veículos tem sido gasto anualmente cerca de R$ 3,8 milhões. Senhores são quase R$ 12 milhões durante os quatro anos da gestão, isso representa quase 400 carros populares que poderiam ser adquiridos pela prefeitura.

Será que realmente existe o principio da economicidade em um processo onde se gasta quase R$ 12 milhões e não se adquire um bem para o município? Será que os picolés foram realmente o maior equívoco de utilização do dinheiro público?

Bom por parte da Câmara a coisa não é muito diferente, afinal muitos e nos incluímos nesses criticaram o fato de que o legislativo gastaria R$ 80 mil anual com lanches. Se isso não bastasse, agora o presidente pretende dar vale alimentação para os servidores.

Serão gastos em quatro anos cerca de R$450 mil com esse benefício, e será que a cidade não tem demandas mais relevantes do que viabilizar benefícios para 79 servidores, como tem pontuado em rede social o vereador Willian Barcelos (PTB).

Para pontuarmos apenas uma demanda, com esses R$ 450 mil a delegacia de Nova Serrana poderia ser ampliada, poderia ter vários serviços sendo acrescentados, entre eles, a delegacia da Mulher um órgão que merece e necessita ser criado em nossa cidade.

Compra de viaturas, ampliação do olho vivo, maquinário para hospital, pavimentação asfáltica, canalização de ribeirões, recuperação de espaços públicos, construção de escolas, de unidades de saúde, contratação de profissionais, arborização, investimento em espaços de socialização.

Essas são apenas algumas das demandas que poderiam ser feitas com os recursos que tem escorrido pelo ralo. Enquanto se brinca de dar benefícios e beneficiar pessoas em específico, demandas da cidade ficam a deriva e ai afirmar que faltam recursos é chover no molhado para justificar falta de capacidade e porque não de boa vontade administrativa.

Esse Popular já solicitou e aguarda algumas respostas para concluir e pontuar de forma clara a população o que tem sido declarado nos bastidores políticos da cidade. Vamos trazer a você leitor informações concisas sobre plano de saúde, sobre benefícios a servidores, sobre improbidade administrativa, sobre alugueis e benefícios ocultos.

O que for verdade será colocado em nossas linhas, nosso papel é informar com veracidade o que está acontecendo na cidade, o que for verdade será publicado, o que for mentira será desmentido, vamos revirar o lixo e encontrar provas, vamos cumprir nossa missão como  veículo de comunicação com mais edições publicadas na história dessa cidade.

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