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Investigação

Envolvidos com clínica de reabilitação clandestina interditada em Minas podem responder por tortura e lesão grave

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Quatorze pessoas envolvidas com uma clínica de reabilitação clandestina que foi interditada em Betim, na região metropolitana, no último dia 30, após denúncias de irregularidades e de maus-tratos a pacientes, podem ser indiciadas pelos crimes de lesão corporal de natureza grave e tortura. AS informações são do Jornal O Tempo.


Segundo a Polícia Civil, os envolvidos já foram ouvidos na delegacia, e a investigação sobre o caso segue em andamento. A unidade, que fica no bairro Charneca, não possuía alvará sanitário e foi interditada pela Vigilância Municipal de Saúde.

“Fomos acionados pela Vigilância em Saúde para acompanharmos uma operação para interdição de uma clínica de reabilitação. Chegando ao local, nos deparamos com mais de 60 internos em uma situação que as equipes da Vigilância e da Secretaria de Saúde classificaram como maus-tratos. Encontramos uma jovem amarrada a uma cama sob a alegação de que estaria agressiva. Alguns pacientes também estavam aparentemente dopados, com falas desconexas e dificuldades de locomoção, sendo que alguns estavam sem condições de se levantarem”, revelou o subcomandante Wesley de Almeida, da Guarda Municipal de Betim.

No dia da ação, a Prefeitura de Betim explicou que 22 mulheres que estavam na clínica foram levadas para a Casa de Passagem do município, e que sete adolescentes foram encaminhados a um abrigo, também na cidade. “Além deles, 31 homens foram levados a uma entidade parceira do município. Todos os internos encaminhados provisoriamente a locais vinculados ao município de Betim receberam acomodação adequada, alimentação e avaliação médica. Alguns internos precisaram de cuidados mais ostensivos e, por isso, foram levados para unidades de saúde pelo Samu”, esclareceu a nota.

Ainda segundo a prefeitura, já no fim da tarde, alguns internos foram entregues aos cuidados de familiares. “Dos 31 homens, quatro já estão com os parentes. O município de Antônio Dias, cidade de origem de alguns internos, já se comprometeu a assistir seus munícipes – oito homens e uma mulher”, completou a nota.

A reportagem tentou contato com os responsáveis pela clínica, mas não teve retorno.

Foto: Ronaldo Silveira –  O Tempo

 

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