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Editorial

Entre vetos e votos, opiniões e curiosidades bem convenientes!

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Em meio a crise econômica que tem gerado inclusive dispensas nas cadeiras do mais alto escalão da prefeitura de Nova Serrana, o prefeito terá mais alguns problemas para gerir. Isso porque vetos sobre pautas que trarão despesas para o município foram derrubados e segundo a promessa do presidente, se as leis não forem cumpridas pelo executivo a briga será na justiça.

Contudo caros leitores, alguns fatores chamaram muito a atenção e aqui neste editorial vamos dissecar a derrubada dos vetos e outras questões que estão acontecendo ao nosso redor, algumas até mesmo envolvendo nosso Popular.

Tratando primeiro dos vetos, é claro não podemos negar que alguns destes projetos têm uma intenção nobre, mas a instalação deles pode gerar conflitos e crises em nossa cidade.

Vamos abordar, por exemplo o projeto referente a regulação de transferência dos pacientes, sendo tomada a decisão pelo médico e podendo o mesmo determinar a remoção do paciente para hospital privado contratado pela prefeitura pelo processo de doação com encargos.

Todos sabem que Nova Serrana é uma cidade pacata, e se mesmo com o conhecimento de que o cadastro deveria ter que ser feito inicialmente no SUS para somente após a negativa o paciente fosse transferido, houve quebradeira na UPA, com porta sendo danificada por vereador, imagine como será agora que a obrigatoriedade não é mais exigida.

Os vereadores tiveram uma proposta cheia de boas intenções, mas vale lembrar que existem necessidades e necessidades, porém para quem está doente a sua situação é sempre mais urgente do que a dos outros.

Infelizmente vivemos em uma cidade em que a violência é uma realidade e torcemos muito para que nenhum médico seja coibido pela força ou ameaças para que essas transferências ocorram, afinal, em meio a adversidade não se sabe o que o caráter do pai, da mãe, do conjugue e até do vereador é capaz.

Não estamos falando que o projeto é negativo, estamos falando que outras questões devem ser vistas e enquanto a normativa estiver em vigor, porque pelo que tudo indica, uma Ação de Inconstitucionalidade (Adin) deve ser implementada sobre a pauta, a segurança na unidade de saúde seja reforçada, afinal o seguro morreu de velho.

Servidores tiveram ainda o direito de vale alimentação, e se pelo executivo alguns entrarem na justiça pelo principio da isonomia, uma prefeitura que já está com dificuldade financeira pode vir a sofrer um dano ainda maior.

Ainda sobre o veto é inegável que a comissão para análise da pauta não serviu para simplesmente nada. O relator seguiu o que sua base, no caso o executivo pontuou, e seu parecer foi ignorado, em sua essência e totalidade pelos vereadores da oposição que votaram seguindo o seu posicionamento político, apesar de discursos até coesos defendendo seus pontos de vista.

Para quem acompanha o quadro político e assistiu a líder da ocupação da Fazenda Canta Galo, usar a tribuna, já foi criado a expectativa quanto a próxima reunião, onde será votada a revogação da lei que insere a cidade no Consórcio do Aterro Sanitário (CIAS).

A militante está certa de que a pauta será aprovada, o que não sabemos é se isso será resolutivo, pois a questão é estadual e a desistência de Nova Serrana não necessariamente impede o consórcio de ser instalado no local. Porém a certeza que temos é que na próxima terça-feira teremos mais uma noite de casa cheia na Câmara.

Para finalizar, após divulgarmos nossa capa da edição de terça-feira, trazendo na manchete o pedido de impugnação do Ministério Público Eleitoral, sobre o candidato de Nova Serrana Lazaro Camilo, um áudio circulou nas redes sociais no qual afirmava-se que um jornal da cidade divulgou uma matéria sem averiguar os fatos, ou seja ponderando que estávamos errados.

Bom a mídia mineira estava errada, afinal poucas horas depois o jornal Estado de Minas publicou uma matéria onde a mesma situação foi exposta, e junto com Lazaro mais 72 candidatos estão em situações semelhantes, ou seja, o discursos de perseguição política não é coeso.

O que poucos perceberam, no entanto é que por coincidência do destino, Lazaro voltava de Dores do Indaiá, e se você não se atentou para o que isso representa, bom, logo após ter sido publicado que o MPE apresentou a denúncia, o candidato foi fazer campanha justamente em uma das cidades pela qual foi assinado um contrato que causou o seu pedido de impugnação, conveniente não?

Nós não temos objetivo político em beneficiar, A, B ou C, vereador, prefeito, deputado secretário ou militante ocupante de assentamento. O nosso interesse é em noticiar o que de fato tem acontecido de relevante em nossa cidade e região, e nenhum posicionamento de candidato ou político vai mudar essa nossa diretriz.

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