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Emagrecimento e flacidez

Cláudia Kaderli

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Uma preocupação muito comum durante ou após o emagrecimento é com relação a flacidez, principalmente por quem já passou dos 30 anos. Isso por que a pele ou os músculos perdem tensão por conta da degradação das fibras de colágeno e elastina, responsáveis por tonificar e dar firmeza ao corpo.

A intensidade desta perda depende de vários fatores, tais como: quantidade de peso perdida, idade, elasticidade da pele, nutrição, exposição à luz solar, tabagismo, fatores genéticos, gestação, etc. Por exemplo, um jovem que emagreça poucos quilos, dificilmente apresentará esse problema. Já pessoas mais idosas, com pele clara, fumantes, com frequente exposição ao sol, quando perdem grande quantidade de peso, provavelmente terão flacidez intensa em várias regiões, como: face, pescoço, braço, abdome e coxa.

Não basta só a disciplina já conhecida para perder peso, é preciso incorporar algumas atitudes que ajudarão a manter o corpo firme mesmo depois do emagrecimento.

Uma delas é o adequado consumo de proteínas, principalmente a quantidade diária de proteínas, o tipo de proteínas consumidas (perfil de aminoácidos), a distribuição durante o dia, pré e pós treino e pré sono. Neste sentido, sem dúvidas, o consumo total de proteínas de alta qualidade/dia é fator preponderante.

Já vi muitos casos de pessoas que consomem proteína pós treino, mas não consomem a quantidade adequada de proteína por dia. No consultório, eu observo que normalmente o consumo de proteínas está abaixo do que é recomendado para a preservação de massa magra.

Um dos motivos é a utilização de medidas caseiras equivocadas. Outro motivo é a equivalência errada de proteínas.

Por exemplo, muita gente substitui 100 gramas de frango cozido por omelete com 2 ovos. Saiba que 100g de frango tem mais do que o dobro de proteína do que 2 ovos. Outro exemplo: alguns tipos de peixe têm muito mais proteína do que outros, assim, a equivalência em gramas deve ser ajustada.

Outras estratégias essenciais são: exercício de força. Muita gente torce o nariz, mas a musculação deve ser iniciada antes mesmo do processo de emagrecimento. Isso porque ela queima mais calorias do que gordura e o levantamento de pesos colabora na construção de músculos.

A dica mais simples e talvez a mais preciosa para emagrecer sem ficar flácida: beba muita água! Um corpo desidratado não queima gordura, além de não funcionar direito como um todo. Sem contar que sem água a pele perde elasticidade e fica com aspecto de seca e ainda mais flácida.

Para saber a quantidade adequada de água, multiplique seu peso por 35.  E por último e não menos importante é ter uma boa qualidade de sono, pois é quando dormimos que entramos num processo de anabolismo, que é de construção muscular.

Perder peso é uma preocupação constante, não só pela estética, mas também pela saúde. Quando a perda de peso é maior do que aqueles dois quilinhos, entra em jogo não só as questões com a alimentação e o ritmo de exercícios, mas a ansiedade com resultados futuros. Geralmente surge a temida pergunta: será que vou conseguir emagrecer sem ficar flácida?

Mas afinal, por que a flacidez pode acontecer? Bom, é uma felicidade quando ocorre a queima de gorduras, mas a má notícia é que durante o emagrecimento existe a queima de músculos também. Além disso, a gordura que sobra tende a se acomodar próxima a pele, o que dá o aspecto de “murcho”.

Não basta só a disciplina já conhecida para perder peso, é preciso incorporar algumas atitudes que ajudarão a manter o corpo firme mesmo depois do emagrecimento.

Emagrecer sem ficar flácida é possível e mais fácil do que se imagina. Vale adotar alguns hábitos que farão diferença ao final do processo.

 

CLÁUDIA KADERLI é nutricionista, especialista em Nutrição Esportiva e Coach em emagrecimento. Sócia proprietária do Espaço ReAl.

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