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Ditados trocados ou trocadilhos contados

Léo Junqueira

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Para quem não sabe a comunicação nos dias de hoje é tratada como uma ciência sofisticada. E não podia ser diferente, já que acompanhamos tantas transformações em tudo que nos rodeia.

Comunicar é interagir as informações, integrar quem diz e quem recebe a notícia, seja pelo rádio, nos jornais impressos, redes sociais ou por aqueles eternos “boatos”, que de tanta insistência acabam se tornando verdade inquestionável.

Por questão de profissão, estou sempre buscando a informação em todas as suas formas. Pelo mesmo motivo evito as “confirmações” do que foi dito ou plantado pela mídia. No momento me interesso muito pelo que é dito e desmentido, quase simultaneamente, nos grupos de whatsapp e facebook de Nova Serrana e caros amigos… É de impressionar!

Cada postagem vem sempre acompanhada de comentários ou críticas. Raramente a notícia vem completa e de forma indiscutível. Tudo vem com suspeitas e as que estão isentas acabam recebendo questionamentos de todo tipo.

Mas, ouvindo uma entrevista numa rádio local, acompanhei nosso prefeito responder uma série de perguntas de jornalistas, ouvintes e comentaristas. Ao fundo, ouvi a voz do vice-prefeito. Mas, como estão sempre juntos, não me surpreendi com sua presença, mesmo que apenas auditiva.

Perguntas de um lado, respostas de outro e uma coisa me deixou intrigado. Um dos ouvintes, ao ouvir do prefeito, que a prefeitura conta com o apoio total e irrestrito de lideranças políticas, quis saber “por que” ainda vivemos o suplício da falta de água, ainda pagamos altas taxas, não obtemos respostas convincentes, não recebemos o respeito por parte da COPASA e nem mesmo sabemos o que vem acontecendo, já que as lideranças não se comprometeram tanto com as necessidades do município.

Não responderam! E entre colocações insólitas e evasivas, notei que o assunto ainda “dança como azeitona em boca de banguela”. A pergunta do ouvinte foi curta e direta: “Se depois de visitarem a COPASA dezenas de vezes e não obter qualquer solução, o que adianta pedir a eles que façam mais visitas para receber as mesmas explicações?

Pensei comigo: tem alguma coisa errada! Ou não aconteceram as tais visitas ou nossos representantes não se empenharam devidamente. Em qualquer uma das respostas a situação deverá continuar sendo explicada até o fim do mandato do prefeito.

Conheço alguns daqueles velhos e bons ditados. Um deles merece destaque: “diga-me com quem andas e eu te direi que és!.” Pode ser que tudo tenha mudado mesmo… Até os ditados, como por exemplo, água mole em pedra dura, com ferro será ferido. Ou será o contrário? De qualquer forma não deveremos morrer de sede e nem ficaremos sem banho até que a última gota de paciência não transborde o copo.

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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