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Compulsão por doces!

Cláudia Kaderli

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Muitas vezes fico pensando como a vida é cheia de mistérios. Pessoas querem emagrecer, perder peso, melhorar a estética corporal, melhorar a saúde, mas estão sempre na “alça de mira” de uma coisa, que se tornou “lugar comum” nos dias de hoje: a compulsão.

É complicado controlar a tal compulsão, quando nos propomos a algum sacrifício, principalmente no que se refere aos hábitos alimentares. Por exemplo: vontade de comer doce.

Esse impulso é uma das vontades que mais atrapalham o processo de emagrecimento. A coisa é tão séria e atinge a tantas pessoas, que essa vontade já tem até nome americanizado e se chama “Craving” (um desejo de repetir a experiência em função dos efeitos de uma dada substância)

Só não sabíamos que tem um nome tão diferente, que  parece até nome de algum esporte radical, mas com certeza muitos que estão lendo está matéria  conhecem bem de perto, né?  Inclusive eu, que a escrevo.

Mas, falando sério, radical é a necessidade e importância de entender o que nos leva a quebrar as regras da dieta, fraquejar no objetivo de perder peso e perder de vista o sonho de um corpo esteticamente mais bonito e saudável.

Habitualmente o doce ou alimentos ricos em carboidratos e gordura nos tiram do sério causando ansiedade em ingerir aquele alimento. Ao ceder a esse impulso conseguiremos apenas um alivio momentâneo, pois esse alívio é seguido de culpa, que reforça a ansiedade, que leva a comer de novo… E pronto! Todo o esforço e sacrifício estarão perdidos e estará sendo criado um verdadeiro círculo vicioso.

Essa sensação de que o açúcar deixa você feliz tem uma explicação científica. Grande parte das calorias dos doces provém de carboidratos, que interferem na produção de serotonina, neurotransmissor que modula o sistema nervoso, gerando bem-estar. Outra porção provém da gordura, que eleva os níveis de endorfina, substância que proporciona prazer e alivia a tensão. No caso do chocolate, ele tem ainda feniletilamina, que eleva a produção de endorfina,  um neuro-hormônio que estimula a produção de adrenalina e cortisol, atuando  no humor, amenizando o estresse, ansiedade e depressão

A ciência explica, mas a sedução é traiçoeira, não é mesmo? O problema é que este estado de desejo que leva à compulsão tem raízes mais profundas, porque a maioria das pessoas associa os doces a momentos felizes de suas vidas. Em situações de desconforto interno, ansiedade, stress ou depressão, as pessoas acabam automaticamente recorrendo às guloseimas. Isso nada mais é do que um poderoso atalho emocional. Alguns chocólatras que necessitam emagrecer entram em depressão quando o chocolate é suprimido do dia a dia e abandonam a dieta – razão pela qual nós,  nutricionistas,  conhecendo a razão da compulsão, incluímos pequenas quantidades em alguns planos alimentares.

O problema tem solução? Mas é claro que tem, quando conscientes de tamanha pressão emocional podemos utilizar várias estratégias nutricionais e também o incentivo a prática dos exercícios físicos, pois a malhação ajuda a levantar o humor e, consequentemente, pode dar uma tremenda força para superar a “tentação”.

Resumindo: mais walking e running e menos craving,  para “happy days” !

CLÁUDIA KADERLI é nutricionista, especialista em Nutrição Esportiva e Coach em emagrecimento. Sócia proprietária do Espaço ReAl.

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