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Agricultura

Polícia divulga imagens de circuito interno do momento da gravação de vídeo fake na Ceasa

Israel Silveira

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Publicação ganhou repercussão após o presidente Jair Bolsonaro compartilhá-la; informação sobre falta de produtos foi desmentida, e suspeito foi intimado pela polícia
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou nesta quinta-feira (2) as imagens de uma câmera de segurança que mostram o homem que gravou um vídeo com informações falsas na Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas), em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Veja:

Na publicação, ele dizia ser produtor rural, e filmou as instalações vazias como se esta fosse a situação real, provocada por uma falta de abastecimento ocasionada pelo isolamento sugerido pela maioria de governadores e prefeitos, além da Organização Mundial de Saúde (OMS), para combater a propagação do novo vírus.

Entretanto, a situação foi desmentida pela imprensa, que foi até o local, e pela própria direção da Ceasa, que informou que o lugar onde foram feitas as imagens trata-se de um mercado livre, e que, naquele momento, estava sendo feita uma limpeza.

O vídeo publicado pelo suspeito ganhou repercussão após ser compartilhado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. Após descobrir que se tratava de mentira, o chefe do Executivo excluiu a postagem e pediu desculpas.

Investigação

A PCMG está investigando o fato, e disse que intimou o homem a prestar depoimento. “Dado a gravidade do fato, demos prioridade absoluta a ele, que teve repercussão nacional. Tivemos a oportunidade de fazer o levantamento do responsável, um autônomo de 48 anos, sem antecedentes criminais. A sua conduta do dia 31 de março configura infração penal, ele pode ser indiciado pela prática de contravenção por provocar alarme falso”, afirmou o delegado Saulo Castro.

O órgão informou que quem compartilha informações desta natureza também está cometendo um crime, podendo sofrer as medidas cabíveis. A PCMG não descarta a possibilidade de que outros delitos de maior gravidade estejam relacionados ao fato. Ao final das investigações, será divulgada se a intenção do autor era provocar alarde ou se tinha outra finalidade.

Os delegados reforçaram a gravidade do incidente, uma vez que tal informação poderia provocar uma crise social por meio da corrida desenfreada da população não somente ao local, como também a supermercados e outros comércios. A Ceasa garante que não há o risco de desabastecimento e que suas operações no Estado seguem normalmente.

  • Fonte: O Tempo

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