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Editorial

Cala-te boca!

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No Brasil existe uma lei chamada de Lei do Silêncio, ela estabelece que é proibido perturbar o sossego alheio fazendo barulho acima dos limites estabelecidos. Esses limites são normatizados pela legislação local.

Essa legislação determina como tem que ser o incômodo, acontece que ela funciona entre vizinhanças e sociedade, mas pelo que parece, os políticos também tem adotado leis de silêncio entre os seus companheiros e até perante a sociedade.

Caro leitor, se olharmos atentos ao que tem acontecido no cenário político vamos perceber que existe um verdadeiro cala-te boca em esferas diferentes. Em quadros diferentes políticos.

Entre os representantes do povo, a política do não me incomode que eu te deixo em paz funciona, ou melhor, funcionava. Hoje em dia com as redes sociais a embreagem do cargo político tem levado os senhorios a falarem mais do que devem e devido a isso os incômodos pronunciamentos e posicionamentos tem gerado desencontro de ideia e claro, indisposição.

A imprensa no meio de todos os percalços, declarações e denúncias tem buscado cumprir o seu papel, noticiando, expondo, levando ao seu público os fatos como tem sido jogados no ventilador.

Esse Popular pelo menos tem questionado, notificado, investigado e claro, nossa posição tem incomodado, afinal, somos um jornal diário, necessitamos de informações, buscamos as informações e não estamos dentro dos órgãos como servidores públicos a exemplo do que acontece com outros órgãos da cidade.

Nossa postura, no entanto, tem gerado um desconforto, e o pior é que em meio a esse desconforto um posicionamento oficial, uma fala concisa, um pensamento embasado nunca surge das bocas daqueles que deveriam ser os estrategistas por serem os “técnicos” de pastas em questão.

Como incomodamos, processos burocráticos são criados, dificuldades são impostas para que as informações ou não sejam colhida e divulgadas ou sejam tão dificultadas a ponto de que elas não vão chegar à população, não com o tempo e volume que deveriam.

Temos que entender caro leitor, que esse processo, esse pensamento de postura político, administrativo, de relacionamento com a imprensa é o reflexo da forma como o cidadão é tratado, afinal somos os olhos da população, e noticiamos aquilo que você caro leitor, talvez não obtivesse de informação pelos meio comuns como as redes sociais.

Aos gestores e políticos de nossa cidade, é bom lembrar que, identificar e expor as dificuldades e as demandas é a forma correta de se gerir os conflitos e impasses e assim poderemos ter uma cidade melhor.

É bom lembrar ainda que a política do cala-te boca, é retrograda, é antiquada e imoral, é muito melhor dar valor a imprensa do que ignora-la, bloqueá-la, procrastiná-la, afinal, dentro de certo tempo o período eleitoral municipal estará de volta, e reconstruir a confiança é muito mais difícil do que conquistá-la.

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