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Editorial

Barco a deriva

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Philip Kotler um dos maiores nomes do marketing empresarial disse uma vez que “As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.”

Essa frase em questão fica em nossas cabeças quando tratamos sobre dificuldades, mudanças e ações que são necessárias, e o atual momento de Nova Serrana cai como uma luva na análise desta afirmativa do grande marqueteiro.

Apesar de não estarmos em uma empresa privada, a administração municipal é uma empresa pública que tem a responsabilidade de manter a economia da cidade funcionando.

Pelos cantos do Brasil as prefeituras se consolidam como as principais geradoras de emprego e recursos para a manutenção dos municípios. Se tratando de Nova Serrana a realidade não é exatamente essa, porque temos um setor industrial extremamente ativo, mas os resultados das ações da máquina chamada prefeitura interferem diretamente na vida da cidade.

Conforme anunciado nesta edição, o prefeito resolveu dar uma mexida significativa no funcionamento desta máquina e como nas empresas privadas, é melhor cortar na carne enquanto se pode, do que vir a vivenciar situações indigestas posteriormente.

O prefeito então exonerou sete pastas e com elas mais servidores, todos comissionados serão dispensados posteriormente.

Se analisarmos a afirmativa de Kolter pelo âmbito administrativo vamos perceber que a ação era devida, necessária e veio a calhar diante dos inúmeros problemas que prefeituras pelos quatro cantos do Estado estão vivenciando devido a incompetência do Governo de Minas Gerais e do candidato a reeleição, Fernando Pimentel.

Contudo, se olharmos pelo ponto de vista estratégico, percebemos que as coisas podem estar meio sem rumo, e isso porque, pelo menos dois dos poucos secretários que tem feito a diferença real em Nova Serrana foram exonerados.

Em meio a toda essa labuta, Guilherme Bueno e Eid Pereira Junior, secretários das pastas de Esporte e Defesa Social, respectivamente foram exonerados e não só pelo caráter de ambos os secretários, mas pelos serviços prestados, Nova Serrana tem muito a perder.

Queremos deixar claro ainda que ambos foram recentemente capa deste Popular pelo destaque do trabalho  ações que vinham desenvolvendo, e com suas saídas, o que percebemos é que os setores serão carentes e terão seu desenvolvimento interrompido.

Tendo esporte como exemplo, pois é um dos poucos setores que promovem efetivamente qualidade de vida por meio de lazer, suas ações e crescimento no município será interrompido e colocado provavelmente nas mãos de alguém que não tem conhecimento técnico e até mesmo experiência de atuação na pasta para estar gerindo os assuntos relacionados à matéria.

Por mais que tenham boa vontade ter alguém que promova o trabalho com qualidade é algo difícil e posteriormente podemos encontrar uma limitação no setor, afinal, se seguir as administrações passadas onde pessoas completamente sem capacitação assumiram a pasta os resultados foram um setor sucateado e parado no tempo.

Já na segurança pública, após anos e mais anos, tentando emplacar uma Guarda Municipal ativa, quando se constrói um projeto palpável, sólido e esperançoso, se despede o comandante, e assim o barco ficará a deriva.

Algumas informações apontam que o atual vice-prefeito será o futuro responsável do setor, nada contra o carismático Sr. Nelson Moreto, mas de boa vontade o inferno está cheio e para construir um setor de segurança coeso e funcional a experiência e tato com o assunto é uma necessidade.

O barco da prefeitura parece estar a deriva, e se por acaso você duvida disso, mostramos que a falta de estratégia, expõe que a coisa caminha sem norte, ou melhor, sem planejamento algum.

E se por acaso você duvida disso, como último argumento desse editorial chamamos você a perceber que em nossa matéria não se fala em valores que serão economizados, e isso porque na prefeitura não se sabem qual economia é necessária.

Quando se tem necessidade, a coragem de jogar tripulantes ao mar pode salvar a vida de muita gente nesse barco. O problema é que, quando se joga os tripulantes ao mar, pode acontecer de você não chegar ao fim da viagem, afinal, o comandante corre o risco de não ter consigo gente forte o bastante para fazer o barco remar contra a maré bem no meio da viagem.

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