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Editorial

Até os mendigos sabem

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Atualmente as coisas andam mesmo mexidas no Brasil e claro em Minas e Nova Serrana não seria diferente. Uma crise econômica, política e administrativa está instaurada já há alguns anos e definitivamente todas as classes sociais brasileiras estão sendo afetadas quanto a isso.

Em Nova Serrana, por exemplo, dados recentes apontam que o governo do estado deve somente ao município pouco mais de R$ 23 milhões, recursos da saúde, educação, e outras áreas que fariam toda a diferença para o município.

Quando questionado por sua vez o governo estadual joga a batata quente para as mãos do governo federal, afirmando com a mesma labuta que, seus repasses são barrigados ou negligenciados e no fim da história, quem sai prejudicado é a população.

O chefe do executivo municipal por sua vez não pode aguardar o fim dessa labuta, e diante disso busca formas de fazer com que cada centavo que é possível permaneça ou caia efetivamente no caixa de Nova Serrana.

Para realizar as obras que são necessárias o executivo vende áreas, para conseguir ampliar o faturamento, amplia o prazo para o Refis, para pagar a folha, faz cortes e agora conseguiu inclusive fazer com que esses cortes incidam sobre a Câmara de Nova Serrana.

O prefeito vem catando as moedinhas para pagar as contas que, agora não são mais da gestão passada, agora as contas são suas e em um quadro social onde até os mendigos entendem sobre a crise vivenciada no país, o que podemos esperar é que sinceramente as coisas somente piorem.

Claro que no parágrafo acima nós deste Popular cometemos o pecado do pessimismo, mas não da invenção e sobre o mendigo, acredite, vivenciamos uma cena que merece ser reproduzida aqui e se enquadra perfeitamente no tema desse editorial.

Na manhã desta quinta-feira, dia 11 de outubro, pelos saguões da rodoviária nos deparamos com um morador de rua que por ali pedia seus trocados. Abrindo um paralelo, foi até um fato curioso, pois, o mesmo abordou nossa equipe pedindo R$ 4,50, e nesse momento nos lembramos de quando era bom quando o morador de rua pedia apenas umas moedinhas.

Voltando ao fato, após abordar alguns cidadãos que estavam na rodoviária a equipe da prefeitura passou a tentar a impedir o morador de rua de manguear os seus trocados, foi ai que o mesmo começou a pedir que os servidores do executivo não intervissem em seu direito constitucional de ir e vir.

Seguindo em sua defesa e embasamento o mesmo afirmou em alto e bom tom: “veja a crise pela qual vive nosso país, crise moral, financeira, o desemprego está ai para todos, a roubalheira não acaba e a população é a verdadeira prejudicada, não me impeça de pedir os meus trocados, porque até os caciques andam fazendo isso por ai”, afirmou o mendigo.

As falas do mesmo caíram em nosso pensamento como uma luva, e não cometendo o pecado de chamar o chefe do executivo de mendigo, mas de fato as moedas seguem sendo catadas em todas as esferas sociais.

Quando chegamos ao extremo de que até um morador de rua discursa sobre a situação financeira do país, questiona as medidas tomadas por políticos para tentar pagar as contas e claro, pede que seus direitos sejam preservados é porque definitivamente todos estão sendo literalmente feridos pela bagunça que anda nosso país.

Em nossa cidade medidas vem sendo tomadas para que com embasamento jurídico trocados de todos os cantos sejam economizados, porém infelizmente em meio a crise, o prefeito está tentando resolver o seu problema administrativo, mas inegavelmente a população deixará de ser em partes beneficiada.

Conforme anunciado a redução de repasses para o legislativo culminará em menos Câmeras do Olho Vivo e menos três viaturas nas ruas. Essas, no entanto caro leitor, são apenas algumas das menores consequências pelas quais nosso município pode vir a sofrer, afinal, até os mendigos sabem que o leite está prestes a derramar, e se as coisas continuarem assim, não adianta o prefeito soprar se o fogo ele não conseguir apagar.

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