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Editorial

O legado será a diferença dos projetos

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Nova Serrana é uma cidade que tem em suas particularidades a síndrome da grandiosidade, isso quer dizer que de tudo que nos propomos a fazer, de tudo em que somos relacionados temos o hábito de encher a boca para afirmamos sermos os melhores.

Em todos os quesitos buscamos comparações e alimentamos o fetiche da grandiosidade, o desejo de que se não formos o melhor, ou ao menos superior aos nossos vizinhos não temos o porquê estar nessa labuta.

Somos a principal cidade industrializada do centro oeste, a com maior potencial e contratação de profissionais, somos a cidade que alimenta o título de ser a que mais cresce no estado, e se olharmos para outras questões alimentamos e valorizamos o fato de sermos os maiores.

Diante disso acredite, o Nacional na gestão de Paulo Cesar foi um projeto que se deu bem durante três anos justamente porque fez frente ao Guarani, se consolidou tendo o melhor estádio do Centro-Oeste, com os melhores jogadores e o projeto vencedor que nasceu com um apoio e projeção como ainda não visto no município.

Nesta gestão surgiu na cidade quase que de paraquedas o projeto do Serranense, e com ele veio a dúvida, e essa devido ao fato de que gerou na população a perspectiva de ser uma equipe que faria frente novamente ao Guarani e se não se consolidasse como maior do que a equipe de Divinópolis, quase que intrinsicamente não seria abraçado como deveria pela população.

Se olharmos para o projeto, as criticas que o mesmo recebeu, se olharmos para a desconfiança da população e o apoio ainda não direcionado a equipe percebemos que existe uma certa injustiça por parte da torcida de Nova Serrana.

Olhando para o Nacional identificamos uma equipe que tirou recursos da cidade, que gerou processos de improbidade administrativa contra o prefeito e principalmente, após a perda das eleições, o clube foi embora e de legado, absolutamente nada foi deixado.

Já quanto ao Serranense, apesar de ainda ser uma analise “prematura”, já se percebe que mesmo sem conquistas, mesmo sem títulos e com o fato de que ainda geram desconfiança em uma torcida que é em sua maioria partidária política, já tem investido e direcionado recursos que deixarão uma herança para o esporte municipal.

Conforme divulgado em entrevista na edição de hoje de nosso Popular, parcerias já vem sendo firmadas focadas na formação de atletas, focadas na profissionalização e consolidação de um esporte de base que foi tratado com certo desmazelo nos tempos auges do Nacional de Paulo Cesar.

A equipe ainda está investindo na reforma e revitalização de uma estrutura municipal que vinha se não sucateada, cuidada sem o apreço devido. A Arena do Calçado estava abandonada, o campo do Nacional que agora será reformado, vinha tendo em seu gramado condições a quem do que é tido como ideal.

Já foi anunciado que o campo do Boa Vista e também do Frei Ambrósio também receberão atenção da equipe que, se hoje por algum motivo incompreensível optar por deixar a cidade, o legado de espaços qualificados para a cidade e atletas sendo captados com projeção de profissionalização é uma realidade.

Nova Serrana é uma cidade que abraça a todos, e com essa equipe não deve ser diferente. Deixando a política, o partidarismo e o luto político pelas viúvas de Paulo e Joel de lado, devemos abraçar o projeto e auxiliar no desenvolvimento do esporte municipal.

Está na hora de abraçarmos e torcermos pelo Serranense, e assim poderemos fazer com que o nossa síndrome de grandiosidade se consolide também no futebol profissional, e dessa forma seremos grandes mas não porque a prefeitura gastou dinheiro de investimentos públicos com uma equipe particular, mas sim por fazermos parte de um projeto de investiu em nossa cidade e não apenas mamou nas tetas do governo conforme aconteceu em tempos pretéritos.

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