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Às margens do Ipiranga…

Rodrigo Dias

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Em alguns artigos que escrevi, sempre pontuei sobre o ambiente que vem sendo criado, no qual se coloca brasileiro contra brasileiro. Tudo fruto dessa polarização irracional que há anos agita a política e as redes sociais.


Talvez o ápice desse clima hostil já tenha data para acontecer: sete de setembro. No dia em que se comemora a Independência do Brasil as ruas estarão cheias. Gente salivando, gritando e professando sua “fé” em símbolos e figuras, tanto de um lado como de outro, questionáveis por motivos diversos.

Analistas políticos, jornalistas, advogados, entre outros agentes estão inquietos nestes dias que antecedem o 7 de Setembro. Tentam antecipar cenários. Prever que Brasil sobrará dos atos previstos para essa data e como ficará a relação entre os poderes constituídos.

O ar está rarefeito, denso. Hostil. Pouco espaço para racionalidade. Motivado pelo cansaço e descrença, o brasileiro está em transe. Repete falas ditadas para ele. Tomando-as como verdade, sem aceitar contra-argumentos.

Em tempos de manchetes sombrias no Afeganistão, “made in Brazil” temos nossos fundamentalistas de plantão. Sob a luz do ódio e da falta da razoabilidade sustentam seus posicionamentos. Aliás, que julgam ser deles.

Direito de expor e defender suas opiniões e posições todos tem, e isso deve ser assegurado. Agora, a forma como isso ocorre é que deve ser questionada. Não basta falar que deseja o certo, o bem. Tem que, de fato, exercitar o que se diz.

Como se diz no mundo futebolístico, dar na bola. Jogar dentro das regras.

E isso significa respeitar as opiniões em contrário. A verdade não é sua ou minha. Ela se impõe por ser. Uma vez sendo não cabe retoques, narrativas criadas para defender uma ideia que a contradiz.

Será um 7 de Setembro inédito. Recheado de elementos diversos como: parada militar, atos, grito dos excluídos e corrida eleitoral. Tudo isso junto e misturado exposto aos olhos do mundo. O resultado das possíveis combinações? Imprevisível. Mas de um jeito ou de outro deixará sequelas.

A mais forte delas talvez seja exatamente a ampliação da divisão entre os brasileiros. A previsão é que seja um dia turbulento no mundo real e virtual.

Nesse último, as agressões não devem ser minimizadas. Causam estragos como se fosse um tapa na cara que ocorresse no mundo real. Rede social não é terra sem lei onde se diz ou se faz o que se quer. Tudo tem consequências.

Apesar de independente, o Brasil anda refém da falta de razão e da empatia. Na pressa, nos falta sobriedade para separar os espinhos do restante do peixe, antes de engolir.

Nem tudo é cabível, nem tudo é defensável, nem tudo está errado. Tem dois lados. Um é razoável, certo.

RODRIGO DIAS é jornalista e web poeta, há mais de duas décadas trabalha no mercado de comunicação. Formado em Publicidade e Propaganda, também atua como assessor de comunicação.

RODRIGO DIAS é jornalista e poeta, há mais de duas décadas trabalha no mercado de comunicação. Formado em Publicidade e Propaganda, também atua como assessor de comunicação.

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