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Dono de fábrica que explodiu em Nova Serrana é indiciado por três homicídios culposos – VEJA VÍDEO

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Diante de um “ciclo de irregularidades”, proprietário de fábrica que explodiu em Nova Serrana é indiciado por três homicídios culposos

A Polícia Civil em Nova Serrana, concluiu em 34 dias, o inquérito referente a explosão de uma fábrica de calçados no município. O incidente ocorrido no dia 16 de junho, deixou três pessoas mortas, duas delas eram funcionários da fábrica.

Segundo a delegada regional de Polícia Civil, Dra. Angelita Viviane, “o inquérito foi concluído apenas 34 dias após o incidente, com as investigações e laudos feitos pela equipe da Delegacia Regional de Nova Serrana, sendo levado a público os resultados dos trabalhos pela comoção e apelo popular em torno dos fatos, dando assim uma resposta a população que pode sempre contar com a Polícia Civil”.

Laudo e causa do acidente

Conforme repassado em coletiva realizada na tarde desta quinta-feira, dia 30 de julho, a perita criminal Silmara Vilaça, realizou os trabalhos de perícia criminalista no local da explosão. Sendo primeiramente realizado a investigação das atividades da fábrica e sua rotina, em seguida foi procedido o estudo do local onde foram encontradas as vítimas.

De acordo com a perita “vestígios do foco inicial do incêndio apontam que haviam material usado em processo de produção de calçados no local. Em laudo técnico, documento obtido, aponta que dois produtos usados são classificados com categoria grau 2. Isso quer dizer que o ponto de inflamação dos produtos é de 23 graus, ou seja são inflamáveis em temperatura ambiente”. Informou Silmara Vilaça.

Ainda segundo a perita “foram encontrados os produtos Amazonas Primer e quimicola, que são utilizados no processo que se chama lavagem da borracha, sendo esses produtos altamente inflamáveis. Nas imediação onde foram encontrados os corpos foram recolhidos 19 latas carbonizadas do produto. Não temos como informar se estavam cheias”. Apontou.

Causas do incêndio

Já relacionado às causas do incêndio, a Delegada responsável pela investigação, Dra Karine Tassara considerou que  “o incêndio danificou completamente o sistema de segurança, mas pode ser excluído curto circuito, explosão de botijões de gás como causa do acidente. Não haviam botijões no local do acidente. Não é possível no entanto afirmar se foi causado por alguma guimba de cigarro ou isqueiro. Quaisquer faíscas podem ter ocasionado a explosão”.

Foi também repassado por Dra. Karine que “o local onde se deu início o incêndio era também utilizado como garagem, haviam três motocicletas duas foram completamente queimadas e uma foi retirada. Conforme o laudo os veículos são fonte de eletricidade estática e não poderiam estar próximas ao produto inflamável.”.

Ciclo de irregularidades

De acordo com a delegada responsável pela investigação várias irregularidades foram apuradas referente à fábrica. “A fábrica tinha contrato social, mas ele não prevê o endereço da atividade. Existe a suspeição de que eram produzidos produtos falsificados. Não havia alvará de funcionamento, não havia vistoria do Corpo de Bombeiros e nenhuma norma de segurança era prevista. Cinco pessoas estava no local, quatro delas são empregados e apenas duas eram registradas, estes empregados registrados saíram ilesos da fábrica”.

Quanto aos funcionários da empresa, foi informado pela investigação que as duas vítimas fatais não eram registradas, uma das vítimas era filho de um dos funcionários que escapou do acidente, e a terceira não trabalhava no local.

Seguindo em suas considerações Dra Karine considerou que “foi um ciclo de irregularidades cometido. O proprietário foi negligente e na conclusão do inquérito ele indiciado por homicídio culposo, relacionado as três vítimas fatais”. Finalizou a delegada.

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