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Editorial

Anjos e demônios

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Faz parte do jornalismo de qualidade ouvir, abordar e narrar os fatos sem que os mesmos sejam ditados por questões externas ao interesse do fato noticiado. Diante disso é necessário afirmar que para se ter um jornalismo real deve-se ser correto, conciso e dentro das perspectivas o mais imparcial possível.

Socialmente falando é impossível que um indivíduo que conviva e se relacione dentro de um contexto seja efetivamente imparcial. E para ratificar esse raciocínio parafraseamos Erik Serqueira, afinal “Não há imparcialidade se há opinião”.

Dentro das premissas do jornalismo, já que estamos inseridos em um contexto, temos então que ter a consciência de que neutralidade e imparcialidade são dois fatores distintos, que tem funções que podem nos levar ao mesmo lugar.

Veja bem caro leitor, pessoalmente cada um de nós desta linha editorial e deste diário tem um entendimento e uma tendência a gostar, defender ou até mesmo repugnar determinados fatos, pessoas e personalidades.

Uns tendem a se simpatizarem pela voz forte e palavras simples proferidas pelo atual presidente da Câmara, outros já gostam do estadista prefeito que tem discurso bem elaborado e personalidade imponente.

Há quem goste de Paulo César, outros gostam de Joel Martins, a quem defenda Bolsonaro e quem entenda que Lula é injustiçado; há quem ache que é correto igrejas receberem lotes do município, há quem entenda que em nossa cidade a fé é um comércio de troca de votos muito bem elaborado (seria interessante o MP se atentar a isso, mas esse tema, abordaremos em outro momento).

O que não podemos perder como meio de comunicação é a efetiva neutralidade. Jamais conseguiremos agradar a todos, jamais conseguiremos deixar de colocar em nossas linhas de texto as opiniões, ainda que ocultas e quase que imperceptíveis, mas jamais deixaremos de ser neutros quanto a notícia que temos que dar.

Por várias edições nós cumprimos nosso papel, independente de posicionamento ou convicção política e trouxemos fatos (que foram de forma até questionáveis e negados), e apontamos que dois dos nomes que surgem com projeção política se envolviam em processos eleitorais.

Lázaro Camilo respondia judicialmente por contratos firmados com órgãos públicos e portanto estava inelegível que até o presente momento (edição deste Diário), seus votos não eram computados como validos.

Já Marcos Fonseca, não teve problemas durante o pleito e sim após ele, e em um processo que inexplicavelmente teve sua acusação retirada, foi encerrado, e agora caminha sem nenhuma interrogação quanto a suas condições políticas.

Noticiamos que ambos tinham problemas e como determina a neutralidade, sem nenhum pudor, peso ou omissão, trazemos em nossa capa que ambos estão até o momento sem alguma restrição eleitoral.

Faz parte de nosso trabalho ter a maturidade de apontar o que de fato acontece, o problema é que a velha Serrana, permanece ativa em boa parte das pessoas que vivem por estas terras, e para estes o fato de queremos cumprir nossa missão e promover um jornalismo de verdade, dentro do que se entende como profissionalismo para a classe não é bem digerido.

“Jornaleco” como dizia uma vez um ex-prefeito, jornalzinho, sensacionalista, são muitos os adjetivos pejorativos que vem por parte daqueles que tem seus problemas, erros e até irregularidades apontados por nossas páginas.

Mas acredite caro leitor, cada uma de nossas linhas escritas não tem cunho político como objetivo, e para ser sincero, sendo parciais como todo ser social é, cumprimos como nossa missão. Somos parciais pelos fatos e temos o prazer de apontar para você o que acontece independente de qual santo será revelado.

Assim finalizamos esse editorial de forma neutra, reforçando que tratando de vereador, prefeito, secretário, assessor, padre ou pastor, branco ou preto, por mais que sejamos em nosso entendimento parciais, jamais perderemos a neutralidade de abordarmos e expormos o que é notícia para que você leitor opte por ser parcial, tomando seu partido, tendo sua própria leitura e entendimento de quem são realmente os anjos e os demônios dessa cidade.

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