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Análise: O buraco que o Cruzeiro se meteu parece não ter fundo

Israel Silveira

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Só uma revolução administrativa salvará a Raposa depois de um ano terrível para o clube, que vai completar 100 anos longe da Série A do Brasileiro

A derrota por 2 a 1, de virada, para a Ponte Preta, na noite de quarta-feira (22/12), no Moisés Lucarelli, em Campinas, foi apenas mais uma do calvário que a Série B do Campeonato Brasileiro se tornou para o Cruzeiro. Os erros cometidos na administração refletiram claramente dentro de campo e nem mesmo a chegada de um técnico extremamente vencedor conseguiu evitar isso.

Quase todos os concorrentes se mostram mais organizados em campo que a Raposa. A equipe até tenta, mas ao se deparar com contratempo, por menor que seja, parece se desmoronar psicologicamente.

Os jogadores são os menos culpados pela situação. Ver o abatimento no rosto de um profissional como o zagueiro Ramon, que chegou a ser colocado em disponibilidade porque novos dirigentes não concordavam com o contrato firmado anteriormente, mostra que o buraco em que a Raposa se meteu é bem mais profundo.

Se quer mesmo voltar à elite, reassumir a condição de protagonista do futebol nacional e internacional, há de se promover revolução no clube. Um plano de recuperação financeira se faz urgente, com soluções para as dívidas a curto, médio e longo prazo. Algo que permita, entre outras coisas, pagar salários em dia e fazer  investimentos no futebol.

Afinal, se 2020 já foi difícil, o ano que se aproxima promete ser ainda mais. Muitas dívidas foram adiadas na esperança de que a volta à Série A garantisse mais recursos. A permanência na Segunda Divisão, quase certa, obrigará a diretoria a tomar medidas drásticas. Ou uma das mais gloriosas instituições esportivas do país pode se tornar insolvente.

  • Fonte: super Esporte
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