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Adapte-se à perda permanente de peso

Cláudia Kaderli

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Você conseguiu!

Depois de meses, talvez anos de progresso lento e contínuo você atingiu sua meta de peso. Foi um trabalho árduo, mas você persistiu mesmo quando sentiu vontade de desistir. Nos momentos difíceis, vacilou. Então, substituiu velhos comportamentos por novos hábitos que contribuíram para o emagrecimento.

Talvez você tenha mudado seu corpo radicalmente. Conseguiu transformar comportamentos e atitudes em relação à comida, ao exercício, à saúde e muito mais. Mas nem tudo mudou. Você ainda é em essência, a mesma pessoa. Quando descobrir isso, vários sentimentos podem surgir: ansiedade, medo, raiva, decepção. Talvez, no íntimo, sinta-se como se ainda apresentasse sobrepeso, um sentimento que pode atrapalhá-lo. Coisas que “pessoas normais” fazem com naturalidade ainda são confusas para você – comprar roupas novas, aceitar elogios, sentar-se e levantar-se sem chamar atenção.

Supostamente você se encontra no final da jornada, mas na verdade está apenas no começo. E, ao contrário do que ocorreu nos últimos meses ou anos, você não tem uma rota clara para essa fase. Como vai manter o peso? Agora não tem mais metas e tarefas a realizar, como vai se motivar para manter o bom resultado? Perguntas e preocupações como estas podem ser assustadoras.

Você acreditou que quando finalmente emagrecesse, sua vida mudaria de modo drástico. Viveu anos nesta crença, sonhando com o dia em que se veria magro diante do espelho. Emagrecer vai melhorar sua vida. Você, sem dúvida, estará mais saudável e reduzirá suas chances de desenvolver doenças sérias. E pode muito bem ser mais feliz.

Mas, como ocorre com os que ganham na loteria, as pessoas que emagrecem logo descobrem que a vida não mudou tanto com o desaparecimento do estigma do sobrepeso. Estar magro e sadio não significa que todos automaticamente vão gostar de você. Se seu relacionamento era ruim quando você era gordo, é possível que continue ruim depois de você emagrecer. Por isso é importante remodelar seu pensamento em relação a tudo, desde como se sente consigo mesmo até a maneira com que se relaciona e interage com os outros.

Se você pensar no “estar magro” com o pote no final do arco íris, a probabilidade de se decepcionar será muito grande, por isto em minhas consultas sempre alerto: nada de radicalismos, precisamos ser felizes durante o caminho!

CLÁUDIA KADERLI é nutricionista, especialista em Nutrição Esportiva e Coach em emagrecimento. Sócia proprietária do Espaço ReAl.

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2 Comments

2 Comments

  1. Avatar

    Talita Silva

    28 de março de 2019 em 10:26

    Obrigado pelas dicas, eu coloquei em prática e de fato funcionou muito bem.

  2. Avatar

    Maria Auxiliadora de Souza

    27 de março de 2019 em 09:06

    Profissional excepcional. Excelente reflexão!

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